Tel Aviv - O governo federal e dirigentes do Instituto Weizman de Ciência, de Israel, abriram cooperação para pesquisas para o combate à Covid-19. Pelo lado brasileiro, a cooperação acontece no âmbito da Rede Vírus, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), responsável pela articulação de laboratórios de pesquisa e especialistas nos estudos sobre a doença.
De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, a parceria nessa área começa no curtíssimo prazo, e no longo prazo se estende a outras áreas, incluindo bioeconomia e meio ambiente. A cooperação envolverá intercâmbio de pesquisadores e transferência de tecnologias.
MUDANÇA DE AGENDA
Ocupado com sua campanha eleitoral às vésperas das eleições de 23 de março, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, deu um nó na programação da delegação brasileira em visita a Israel.
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, seria recebido pelo premiê na terça (9), mas, depois de várias mudanças, foi chamado repentinamente para um breve encontro nesta segunda (8).
A alteração acabou adiando em um dia o principal compromisso da comitiva brasileira durante a viagem: uma reunião com representantes do Centro Médico Sourasky - conhecido como Hospital Ichilov -, de Tel Aviv, para discutir a adoção, no Brasil, de um spray nasal contra o coronavírus.
PESQUISAS
O representante do MCTI Marcelo Morales explicou que a troca acontecerá com pesquisadores que iniciaram seus trabalhos em fevereiro de 2020, no início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). "Vamos imediatamente ter reunião na área de vacinas, sequenciamento [genético], novas drogas, e depois no longo prazo com troca de pesquisadores e também com outras áreas do conhecimento", disse em vídeo publicado nas redes sociais do Itamaraty.
Morales integra a comitiva chefiada por Araújo que viajou a Israel no sábado (6) para dar andamento à cooperação científica e tecnológica e ao diálogo político entre os dois países.