09 de julho de 2026
Cultura

Morre maestrina Vera Marcondes

Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Bauru perdeu, na manhã desta quarta-feira (10), um dos nomes mais importantes para a história da música erudita da cidade. Aos 86 anos, a maestrina e professora Vera Bohemer Monteiro de Castro Marcondes morreu, em Londrina, em decorrência de complicações cardíacas.

Vera lecionou Música, Canto Orfeônico, Didática e Teoria Musical e Arte Musical nos Ginásios Estaduais de Andradina, Promissão, Agudos, Piratininga e, em Bauru, no Instituto de Educação "Ernesto Monte", Senac e Conservatório de Música Pio XII - USC. Também Regência, Canto Coral e Técnica Vocal na Faculdade de Educação Artística, do Instituto Santa Marcelina em Botucatu e na Faculdade de Educação Artística Pio XII da Universidade do Sagrado Coração, em Bauru.

Já como regente, atuou no Coral Pio XII; Coral da Faculdade de Música Pio XII da Faculdade de Filosofia - Fafil; Coral Véritas; Madrigal de Bauru da Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Bauru; Coral da Faculdade de Música Santa Marcelina de Botucatu; Madrigal Facmus da Universidade do Sagrado Coração; Coral Universitário "Iteano" da Instituição Toledo de Ensino e Coral da Igreja Presbiteriana Independente em Osasco e Bauru, onde, inclusive, foi realizado o Festival Vera Marcondes de Música Sacra organizado pela Associação Paulista de Corais.

HOMENAGEM

A maestrina Sônia Maria Berriel Soares lamenta a morte de Vera Marcondes salientando seus inúmeros trabalhos na cidade. "Ela foi uma pessoa extraordinária na arte do canto coral de Bauru. Deixa em mim uma lembrança de pessoa íntegra, honesta, cristã e grande musicista. Sinto muito o falecimento dela. É uma pessoa que foi luz e, agora, está na luz de Deus", afirma Sônia que fez aulas de regência com Vera Marcondes.

Também ex-aluno da maestrina, João Carrara salienta que, mesmo não tendo as matérias em sua graduação, optou por fazê-las como disciplina eletiva com a professora Vera. "É uma pessoa de uma importância muito grande na minha vida. Além de professora de canto coral, ela me ensinou a fazer as leituras em partitura e o gosto pela música erudita. Ela tem meu total respeito e fará muita falta para a cultura", lamenta.

A pianista e maestrina Hilda Campos, que tocou para os corais de Vera de 1975 a 2002, também comenta a perda da amiga próxima. "Toquei com ela por uma vida. A considero minha mãe musical. Era um exemplo de mulher, educada, boa filha, boa esposa, boa mãe, ótima avó, conselheira sábia", comenta.

DESPEDIDA

Vera Marcondes deixa o marido Sylvio Neves Marcondes - com quem estava há mais de 50 anos -, os filhos Cláudio, Sheila, Sylvio Filho e os netos Gabriel (in memorian), Tiago, Gabriela, Júlia e Giovanni. O corpo da maestrina foi cremado nesta quarta-feira (10), no Crematorium e Cemitério Ecológico de Londrina - onde estava morando com a filha Sheila.