10 de julho de 2026
Política

Corrida contra o tempo pela arena

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

A sonhada nova arena poliesportiva municipal de Bauru corre o risco de não se tornar realidade. A Prefeitura de Bauru corre contra o tempo porque é necessário alterar o projeto executivo para receber a verba federal. Se o documento original, de 2015, era de uma construção de R$ 55 milhões, agora ele precisa ser remodelado para algo mais modesto, de até R$ 14,4 milhões, por meio de convênio firmado entre o Ministério da Cidadania, a Caixa Econômica Federal e a administração municipal, em dezembro de 2020. A contrapartida do município é de R$ 150 mil.

A Semel tem 15 dias para readequar o projeto, tendo em vista que o prazo para finalização do processo licitatório se encerra em outubro deste ano. Caso não seja finalizado, o município perderá o recurso.

Ocorreu uma Reunião Pública, anteontem, na sede da Semel, para discutir o encaminhamento de urgência.

De iniciativa do vereador Junior Rodrigues (PSD), presidente da Comissão de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo da Câmara, a reunião foi motivada por dúvidas sobre a localização da arena esportiva e o orçamento para a construção, levantadas em Audiência Pública de 25 de fevereiro.

"Enviamos ofício à Assenag e vamos tentar nos reunir na segunda-feira com diretores do Bauru Basket, Sesi Vôlei e a Zopone para fazermos uma força-tarefa e não perdermos a arena. Já falamos com o arquiteto do projeto original e uma das formas de baratear o orçamento seria usar estruturas pré-moldadas", comenta o vereador.

À frente da Semel, Flávio Oliveira apresentou antigos planejamentos da construção e pontuou que o projeto da arena, elaborado pelo arquiteto Cláudio Berriel Ricci, entregue em 2015, será refeito com urgência.

NOVO LOCAL

O terreno Parque Água do Castelo, no Jardim Godoy, localizado na Avenida Nações Norte, escolhido inicialmente para esse projeto, está inviável. Isso porque só para adaptar o terreno à obra seriam necessários R$ 5 milhões, por meio de uma terceirizada. A Secretaria de Obras não possui equipamentos e mão de obra suficientes para a execução.

Outras opções foram apontadas pela Semel, como as regiões do Alphaville, Vargem Limpa e até o Recinto Mello Moraes. 

O vereador Mané Losilla (MDB) sugeriu as regiões da Quinta Ranieri e a barragem da Água do Sobrado.