09 de julho de 2026
Política

Prefeitura antecipa recesso em escolas


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A Secretaria Municipal de Educação vai antecipar o recesso escolar em Bauru. O período de recesso, que ocorreria em julho, vai acontecer a partir desta segunda-feira (15) e segue até o dia 29 de março. A medida é válida para todas as escolas da rede municipal, tanto de ensino infantil (Emei, Emeii e creches conveniadas), ensino fundamental (Emef) e educação de jovens e adultos (Eja).

Ao todo, a rede municipal possui 23 mil estudantes e a antecipação do recesso tem como objetivo reduzir a circulação de pessoas nos próximos dias. A Prefeitura de Bauru vai manter os pais e alunos informados sobre a retomada das aulas presenciais e atividades remotas.

VALE-MERENDA

A Prefeitura de Bauru manteve o pagamento do vale-merenda em março. O valor relativo a este mês já foi creditado nos cartões nesta sexta-feira. Cada estudante da rede municipal tem direito as R$ 55,00 mensais. Os cartões são aceitos em diversos estabelecimentos de Bauru.

As escolas particulares podem seguir abrindo para aulas, desde que cumprido o decreto municipal, com limite de até 35% de alunos por turma e atendendo ao protocolo de biosseguranca determinado no decreto.

ENTIDADES E AULAS

PRESENCIAIS

Por iniciativa da vereadora Estela Almagro (PT), a Câmara Municipal de Bauru promoveu ontem uma Audiência Pública para discutir o cancelamento do decreto n.º 15.245/2021 e, consequentemente, a suspensão da volta às aulas presenciais no município de Bauru, em decorrência do grave quadro da pandemia na cidade.

Além das entidades, participaram da Audiência Pública o cientista David Lucas Desidério, do Comitê de Combate ao Covid do Interior Paulista; Orlando Costa Dias, vice-prefeito e secretário de Saúde; e Maria do Carmo Kobayashi, secretária de Educação.

Os vereadores Chiara Ranieri (DEM), Mané Losila (MDB), Junior Rodrigues (PSD) e Beto Móveis (Cidadania) também estiveram presentes. Abrindo a audiência, Estela recordou as discussões anteriores à publicação do decreto. "O momento é extremamente delicado e não estamos falando somente da educação, mas sim de vidas", ressaltou a parlamentar.

As entidades representantes da classe dos professores relataram a insegurança sanitária dentro das escolas. Mostraram o descumprimento de protocolos, a dificuldade de manter o distanciamento entre as crianças e a vulnerabilidade de contaminação dos professores, familiares e alunos, visto que as crianças demonstraram-se potenciais vetores do vírus, a partir da descoberta de novas variantes.

Para Vitor Machado, professor do Departamento de Educação da Unesp de Bauru, o retorno das aulas presenciais, no atual momento da pandemia, "é uma tragédia anunciada".

Os representantes da educação que também contribuíram com as discussões foram o coordenador da Apeoesp em Bauru, professor Marcos Chagas; a representante do Sindicato de Supervisores de Ensino de São Paulo (APASE), Maria José dos Santos (Masé); representante do Sindicato dos Professores de Bauru e Região, Sebastião Clementino da Silva (Macalé); do União dos Diretores do Ensino Médio Oficia (Udem), Maria José Faustini; do Conselho Municipal de Educação de Bauru, Ana Maria Lombardi Daibem; o diretor da Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Bauru, Sebastião Gândara Vieira; presidente do Conselho Municipal de Direitos Humanos, Kátia Valérya dos Santos Souza; e a professora Iara Costa.