08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O mais crasso erro de Deus

Wellington Balbo
| Tempo de leitura: 2 min

E eu que pensei serem os seres inanimados não dotados de emoções e sentimentos. Na realidade, tinha certeza disto até, depois dos 30 anos, conhecer a balança. E caso você esteja discordando de mim no que se refere a emoções e sentimentos de objetos e coisas, certamente é um mal observador, pois nunca viu a cara de satisfação da balança após você encarar um final de semana de puro namoro com um dos pecados capitais mais saborosos.

Definitivamente, a balança tem emoções e sentimentos, além de um raciocínio que lhe dá uma fina ironia.

Diz ela: "Quem mandou gostar de feijoada?". "Quem disse que você pode com o acarajé?". "Quer sorvete de chocolate? Ahahaha..." Sem contar que a balança deixa explícito o erro de Deus. Sim, o Pai errou nesta medida, logo, não é assim tão Todo Poderoso. E, olha, o argumento que eu tenho é mais infalível que um plano do Cebolinha para pegar o coelhinho da Mônica. Querem ver?

Vamos lá. O erro de Deus foi ter dotado a balança com uma desproporcionalidade absurda. Você faz um baita regime, corta carboidrato, corta cerveja, extermina o vinho, joga fora o Chips, passa longo do pão, fecha os olhos para o pudim, e no prazo de uma semana emagrece míseros 500 gramas.

Faça o processo inverso na mesma proporção e verá quanto engordará num prazo de 1 semana. Posso falar, já que hoje tudo é Ciência, baseado em dados materiais, que eu engordei 5 quilos ao "devorar" todos esses elementos em 1 semana. 100 vezes mais... E olha que sou professor de Matemática... Tá bom, talvez eu esteja exagerando um pouco, vamos deixar para 20 vezes mais, ok? É ou não é uma desproporção colossal? Pois é... quero ver agora alguém refutar o erro de Deus...

Diante de números e fatos, não há argumentos. A verdade está aí, escancarada e a balança, hoje, tirando a maior onda da minha cara... E pensar que tudo isso tem apenas um culpado: Deus!