11 de julho de 2026
Nacional

Novo ministro da Saúde descarta lockdown como política contra Covid

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O novo ministro da Saúde, o cardiologista Marcelo Queiroga, afirmou à CNN Brasil que lockdowns são utilizados em situações extremas, mas que não podem ser "política de governo". "Não pode ser política de governo fazer lockdown. Tem outros aspectos da economia para serem olhados".

Queiroga foi anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), nesta segunda-feira (15), para ocupar o lugar de Eduardo Pazuello, que sai da pasta em meio a inquérito para apurar se houve omissão do ministro quanto à crise sanitária de Manaus.

O novo ministro avaliou ainda que, "quanto mais eficiente forem as políticas sanitárias, mais rápido vai haver uma retomada da economia".

Por fim, ele também falou sobre vacinas e sobre pedidos do presidente quanto a questão: "O presidente quer que questões operacionais sejam colocadas de maneira clara, de tal sorte que o conceito de que o Brasil sabe vacinar se repita, e a gente consiga vacinar a população, que é a maneira mais eficiente de prevenir a doença".

'A SAÚDE EXECUTA A POLÍTICA DO GOVERNO'

Queiroga disse nesta terça-feira (16) que a definição da política "é do governo de Jair Bolsonaro", e cabe à pasta executar as ações. "O governo está trabalhando, as políticas públicas estão sendo colocadas em prática. Pazuello já anunciou todo o cronograma da vacinação em entrevista [segunda, 15]. A política é do governo Bolsonaro, não é do ministro da saúde. A saúde executa a política do governo", disse, ao ser questionado sobre mudanças em relação à vacinação.

Queiroga respondeu aos jornalistas ao chegar para reunião com Pazuello na sede do ministério.

Questionado, ele evitou comentar a gestão do antecessor e disse que a sua gestão será de "continuidade".

"Pazuello tem trabalhado arduamente para melhorar as condições sanitárias do Brasil e eu fui convocado pelo presidente para dar continuidade a esse trabalho e vencer essa crise na saúde pública brasileira, que não é só na saúde brasileira, é mundial", disse.