08 de julho de 2026
Nacional

Brasil ultrapassa EUA na média móvel de mortes

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Os EUA começaram 2021 com uma piora nos casos e mortes pela Covid-19. À época, o Brasil também vivia um momento ruim, mas com números menores. Cerca de cem dias depois, a situação se inverteu.

Os EUA registram menos de metade das mortes diárias que tinham em janeiro, enquanto o Brasil está perto de triplicar o total de vítimas. Em meados de janeiro, os EUA atingiram seu pior momento da crise. A média semanal de mortes por Covid-19 chegou a 3.422 por dia. No entanto, depois disso, a cifra de óbitos entrou em queda.

Já o Brasil começou o ano na faixa de 700 mortes diárias. Esse índice superou a marca de 1.000 óbitos na segunda semana de janeiro e se manteve estável até o começo de março, quando voltou a subir com força rumo aos 1.800 óbitos diários, ultrapassando os EUA, que hoje registram média de 1.300 mortes diárias.

PICO

O Brasil teve nesta terça-feira mais um dia de recordes trágicos, com o registro de 2.798 mortes por Covid, o maior número de vidas perdidas em 24 horas de toda a pandemia. Há 18 dias consecutivos o País registra recordes de média móvel de óbitos, que agora chegou a 1.976.

O País chegou a 282.400 óbitos. Nesta terça-feira (16), também foram registrados 84.124 casos da Covid e, com isso, o total de infecções desde o início da pandemia chegou a 11.609.601. O recorde de mortes anterior ocorreu na última quarta (10), com 2.349 mortes.

EUA EM PRIMEIRO

Os Estados Unidos são o país com mais mortes desde o começo da crise, há um ano: 536 mil, contra mais de 280 mil do Brasil, que ocupa o segundo lugar. E

Hoje, o Brasil vive seu pior momento da pandemia e vê estados e cidades anunciarem lockdowns e mais restrições para tentar reduzir o contágio. Haverá uma nova troca no Ministério da Saúde -a quarta desde o começo da crise-, mas a expectativa é a de que pouco mude na estratégia federal de combate à doença (leia acima).