Rio de Janeiro - "Assassinato de reputação" foi como a deputada Flordelis (PSD-RJ) resumiu os acontecimentos de sua vida ao Conselho de Ética da Câmara nesta terça-feira (16). A fala, por videoconferência, fez parte da defesa da parlamentar. Ela disse, chorando, não ter mandado matar o marido, o pastor Anderson do Carmo.
Ela é acusada de ser a mandante do homicídio em 16 de junho de 2019 na porta de casa, em Niterói.
O Ministério Público do Rio de Janeiro considerou ter "sólidos elementos" de prova e pediu, no início do mês, que cinco pessoas sejam julgadas por homicídio triplamente qualificado: Flordelis, sua filha Simone dos Santos Rodrigues, sua filha afetiva Marzy Teixeira da Silva, sua neta Rayane dos Santos Oliveira e seu filho afetivo e ex-genro André Luiz de Oliveira.
"Eu não sabia o que estava acontecendo dentro da minha casa. Eu não sabia que meu marido estava assediando a minha filha. Eu não sabia, eu não sabia, eu não sabia", disse a deputada durante o depoimento na Câmara. "Minha filha foi a mandante com a outra filha, não sei mais quem estava envolvido, mas eu não compactuo com isso. Não matar, ela tinha outros caminhos de denúncia."