08 de julho de 2026
Nacional

OMS dá aval à vacina de Oxford

Estadão Conteúdo
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Genebra - O diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou nesta quarta-feira (17) que os riscos associados à vacina contra o coronavírus são muito menores que aqueles causados pela própria doença. Em sessão de perguntas e respostas nas redes sociais, Ryan ressaltou que a entidade estuda os relatos de supostos casos de coágulos sanguíneos em pessoas que receberam o imunizante desenvolvido pela AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford. Ainda assim, ele explicou que a OMS segue recomendando o uso do profilático.

Após países europeus suspenderem o uso da vacina de Oxford/AstraZeneca para investigar a ocorrência de coágulos entre pessoas vacinadas, a Fiocruz, que produz o imunizante contra a Covid-19 no Brasil, também  afirmou que a formulação tem de se demonstrado, até o momento, "extremamente segura e eficaz".

"Mais de 17 milhões de pessoas, na União Europeia e no Reino Unido, e cerca de 3 milhões de pessoas no Brasil já foram vacinadas com esse imunizante sem que houvesse, até o momento, evidência de aumento de risco de formação de coágulos sanguíneos em qualquer faixa etária", afirmou a fundação, em nota.

SINAIS PREOCUPANTES

Segundo Ryan, a situação global da pandemia é "estável", mas há sinais "preocupantes", particularmente o aumento número de casos nas últimas três semanas. "O coronavírus está ficando um pouco mais transmissível e um pouco mais difícil de controlar", disse, em referência à disseminação de variantes mais contagiosas.

A epidemiologista responsável pela resposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) à pandemia, Maria Van Kerkhove, reiterou o argumento de que os benefícios da vacina superam, "de longe", os riscos. De acordo com ela, na última semana, houve aumento de 10% no volume de infecções.