Neste torvelinho de desinformações que se arrasta desde o início da pandemia causada pela Ccovid-19, cabem algumas constatações sobre a quanto anda a saúde do povo brasileiro. O Conselho Federal de Medicina, em seu jornal informativo, edição nº 310, traz reportagem sobre o impacto da pandemia na queda expressiva no diagnóstico e seguimento das doenças crônicas (cardiovasculares, metabólicas, proliferativas -tumores/cânceres - e um longo etc), que respondem com a maior percentagem de causa mortis em todo o território nacional.
Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), as doenças cardiovasculares são, de longe, a principal causa de óbitos no mundo, com mais de 17 milhões de falecimentos por ano (dados de 2016).
Os pacientes estão deixando de comparecer em consultas de rotina, perdendo seguimento, não realizando exames complementares e agravando doenças crônicas degenerativas que culminarão com sequelas devastadoras e irreversíveis, além de multiplicar o risco de incapacidades e mortes.
Nada justifica o não acompanhamemto de doenças já diagnosticadas, que cursam com complicações severas. O seguimento médico é primordial nestas patologias. O temor de contaminação com o sars-cov-2, alimentado por uma mídia irascível, leva incontáveis indivíduos a uma espiral de ansiedade, com franca tendência à depressão e toda sorte de transtornos psiquiátricos.
Não procrastine sua consulta médica de rotina, não deixe de realizar os exames solicitados por seu médico de confiança, não agende um horário e simplesmente não apareça sem justificar o motivo de sua falta.
Aja preservando sua saúde, lembrando sempre que o diagnóstico e tratamento precoces são as colunas que sustentam todo e qualquer ato médico bem sucedido.
Oremos ao Grande Arquiteto do Universo para que continuemos cuidando da mais perfeita máquina criada: o corpo humano!