Nova York - O Brasil deve ajudar a empurrar para baixo o crescimento da América Latina, segundo projeções para este e os próximos dois anos feita pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Enquanto o cenário de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) projetado para a média da América Latina e Caribe é de 3,2% entre 2021 e 2023, o Brasil deve crescer 2,7%.
Quando se exclui os brasileiros da listas dos países do chamado Cone Sul (que inclui Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai), a expectativa é de crescimento de 3,5% do PIB.
Andrew Powell, assessor principal em Economia do BID, pondera que o Brasil foi melhor pela recessão em 2020. "Ainda assim, o Brasil tem desafios significativos: precisa aprovar um conjunto de reformas pró-crescimento, bem como adotar uma política fiscal que mantenha a confiança e garanta a sustentabilidade fiscal, estabilize o aumento da dívida do setor público e reduza gradualmente os níveis da dívida."
EMPREGOS
Para cada trabalho formal perdido, cerca de 3,5 empregos informais foram destruídos. A instituição ressalta que diversos países da região não têm um sistema consolidado de seguro-desemprego, e mesmo naqueles que têm, os benefícios são limitados. "No Brasil, país com um dos sistemas mais desenvolvidos da região, antes da crise apenas cerca de 13% dos trabalhadores desempregados recebeu este benefício."