10 de julho de 2026
Internacional

Europa anuncia sanções contra a China por violar direitos humanos

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Londres - A União Europeia (UE) impôs sanções à China devido a violações de direitos humanos em Xinjiang. Trata-se da primeira vez que o bloco determina punições do tipo contra o país asiático em mais de 30 anos. Horas depois, os Estados Unidos anunciaram medidas similares.

Foram sancionadas, nesta segunda (22), quatro autoridades chinesas sob as acusações de ordenar detenções arbitrárias e de coordenar medidas para impedir muçulmanos e outras minorias de seguirem sua fé e manterem seus costumes, o que impede o direito de liberdade religiosa.

Os atingidos são Chen Mingguo, diretor do Departamento de Segurança Pública de Xinjiang, Wang Junzheng, secretário na estatal XPCC (Corporação de Construção e Produção de Xinjiang), Zhu Hailun, ex-governante da cidade de Urumqi, capital de Xinjiang, e Wang Mingshan, alto funcionário.

O Departamento de Segurança Pública, Construção e Produção de Xinjiang também foi alvo das sanções. Todos os atingidos ficam proibidos de fazer negócios com países da UE e de entrar em seu território.

NOS EUA

Nesta segunda, os Estados Unidos também anunciaram sanções contra Wang Junzheng e Chen Mingguo. "Autoridades chinesas vão continuar a encarar consequências enquanto atrocidades ocorrerem", disse Andrea Gacki, diretora do Departamento do Tesouro dos EUA.

Os EUA classificam a situação em Xinjiang como genocídio. A posição foi anunciada em janeiro, no penúltimo dia do governo de Donald Trump.

O Reino Unido também deve anunciar medidas similares.