08 de julho de 2026
Internacional

Biden pede maior controle de armas

Beatriz Bulla
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - As bandeiras dos Estados Unidos em prédios oficiais ainda estavam a meio-mastro quando um segundo ataque tiros, em uma só semana, matou dez pessoas em Boulder, Colorado. Em pronunciamento nesta terça-feira (23) o presidente americano, Joe Biden, disse que não é preciso esperar mais informações sobre o atirador para agir e apelou a legisladores que aprovem leis que permitam maior controle no acesso a armas e restrinjam vendas de fuzis semiautomáticos e cartuchos de alta capacidade.

"Eu não preciso esperar mais um minuto, muito menos mais uma hora para tomar passos de senso comum que salvem vidas no futuro", disse Biden. Na segunda-feira à noite, um homem de 21 anos abriu fogo contra clientes de um mercado, usando um AR-15, e deixou dez mortos.

Entre as vítimas está Eric Talley, de 51 anos, o primeiro policial a chegar ao local que alvejou o suspeito, mas morreu na troca de tiros. É o segundo ataque nos EUA em seis dias. No último dia 16, oito pessoas foram mortas a tiros -- incluindo seis mulheres asiáticas -- no Estado da Geórgia.

Nesta terça-feira (23), Biden defendeu a aprovação de duas leis aprovadas pela Câmara dos Deputados que dificultam o acesso a armas e tentam fechar lacunas no sistema de checagem de antecedentes.

PÂNICO

Um homem disse ao 9 News que seus netos estavam na loja durante o ataque. Eles se esconderam em um armário enquanto o incidente se desenrolava. Já Daniel Douglas estava na loja, comprando comida e flores para sua namorada quando os tiros começaram. "Ninguém sabia o que estava acontecendo, então começamos a gritar: 'Deite no chão'", contou à Fox 31 Denver.

Ryan Borowski, outro sobrevivente, expressou choque com o ataque "Boulder parece uma bolha e essa bolha estourou, parece que nenhum lugar é seguro." Ele contou que estava dentro do supermercado comprando um saco de batatas fritas e um refrigerante quando os tiros começaram.