10 de julho de 2026
Política

Planos do DAE para enfrentar estiagem são a longo prazo e 2021 já preocupa

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 3 min

Bauru se aproxima dos 90 dias da nova gestão municipal e o DAE apresentou, em audiência pública da Câmara, nesta terça-feira (23), ações de médio e longo prazo para a regularização do abastecimento de água na cidade. A iniciativa foi do vereador Manoel Losila (MDB) e contou com a presença da presidente da autarquia, Flávia Souza, que representou o governo, além de outros agentes públicos. 

O fim de março e a chegada de abril é uma transição entre o período de chuva e estiagem. Segundo o IPMet, levando em conta os dados de 2020, ano crítico de seca, Bauru registrou chuva de 23.4 milímetros em abril, 33.5mm em maio, 75.9mm em junho, despencou para 9.4mm em julho, subiu brevemente para 69.9mm em agosto e voltou a cair para 7.9mm em setembro. E são justamente estes números e todo o impacto no dia a dia dos bauruenses que voltam a preocupar.

"Se levarmos em consideração o longo prazo, 2022 em diante, ficaremos mais tranquilos com relação ao planejamento do DAE. No entanto, saí preocupado da audiência porque em 2021 vamos depender novamente das chuvas. Se houver nova estiagem neste ano, teremos graves problemas", afirma o vereador, ao JC.

Segundo o parlamentar, o que motivou a audiência foi o grave impacto do desabastecimento da região Noroeste, que engloba a Vila Falcão, Alto Paraíso, Vila Giunta, Vila Souto, Jd. Jussara, Parque Viaduto, Celina, Joaquim Guilherme, Sabiá, Ipiranga, Jardim Solange, Ferraz, Ouro Verde, Terra Branca e Independência. Juntos, estes bairros contemplam mais de 70 mil habitantes. Se considerar toda a área de abastecimento do Rio Batalha, são cerca de 140 mil bauruenses.

Ainda segundo Losila, o que o DAE garantiu de mudanças imediatas e concretas para o possível período de estiagem em 2021, na região mais afetada, a Noroeste, são mais 100 metros cúbicos de fornecimento de água por hora, sendo metade no poço Santa Cândida e metade no poço Parque Real, além do reservatório da Vila Falcão e setorizações do DAE que devem facilitar o abastecimento. "É muito pouco", destaca o parlamentar.

PLANOS

Além deste acréscimo no fornecimento da região, segundo o DAE, os poços do Nova Esperança e Consolação, que estão parados atualmente, passarão por reforma para entrarem em operação novamente daqui um mês, afirma a autarquia. Quando estiverem funcionando, serão mais 100 metros cúbicos por hora nestes dois bairros. Já o reservatório do Alto Paraíso, segundo o DAE, vai trazer, a partir de abril, 3,5 milhões a mais de litros para reservação.

Os demais planos apresentados pela autarquia na audiência serão para o fim do ano ou 2022. São eles o reservatório Vila Dutra, poços Alto Paraíso e Praça Portugal e setorizações do Andorinhas/Sabiás e Bela Vista. Sobre a adutora do Santa Cândida, o DAE estima ficar pronta a partir de abril deste ano. Já os poços do Distrito 3 e do Val de Palmas 2, ambos dependem de contrapartida e não há previsão para serem feitos.

O restante da setorização do Bela Vista, prevista para o segundo semestre, vai contribuir para o controle de pressão e redução de perdas de água via vazamentos. O total a ser investido pelo governo será de R$ 17.886.426,80.

PRESENÇAS

Além dos vereadores da Casa e do DAE, participaram como convidados a Assenag, a Sagra, Comdema, o Fórum Pró-Batalha, Ciesp Bauru, o Conselho do Município de Bauru (CMB), o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado (DAEE), a Gestagua Consultoria e Serviços em Perdas de Água e SmartAcqua Solutions.

A prefeita Suéllen Rosim e o Secretário de Obras Marcos Saraiva, ambos convidados, não participaram e foram representados por Flávia Souza.