08 de julho de 2026
Nacional

Estoque de oxigênio é crítico em São Paulo

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - Em meio ao agravamento da pandemia da Covid-19, ao menos 115 dos 645 municípios paulistas estão com "estoque crítico" de cilindros de oxigênio medicinal, com capacidade para atender à demanda por menos de uma semana. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (24) pelo Conselho de Secretários Municipais de Saúde de São Paulo (Cosems/SP). É mais um problema para os hospitais que já enfrentam há uma semana pelo menos, a falta de insumos para intubação.

Na lista, estão cidades da região metropolitana da capital paulista, como Poá e Franco da Rocha, da Baixada Santista, como Guarujá e Santos, e do interior, como Ribeirão Preto, Presidente Prudente, Marília e Pindamonhangaba, dentre outras, de diferentes portes.

Os dados de estoque de oxigênio gasoso foram levantados pelo Cosems/SP entre a segunda-feira (22) e esta quarta-feira (25). Dos 645 municípios, 177 responderam ao questionário, dos quais 115 apontaram estar com estoque para menos de uma semana. Na sexta-feira (19) das 69 cidades que responderam, 54 apontaram estar com dificuldades para fazer a reposição.

Como em outros Estados do País, municípios de médio e pequeno porte paulistas dependem majoritariamente do oxigênio em cilindros. Nesses casos, envolve grandes deslocamentos e tem volume de entrega limitado.

OUTRO LADO

Segundo o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, o governo antecipou a compra de medicação e caso a compra de medicamentos não tivesse sido antecipada pelo governo estadual o estoque não seria suficiente para mais de 10 ou 15 dias. A secretaria também está providenciando o envio de oxigênio para os locais mais críticos.