08 de julho de 2026
Nacional

Bolsonaro pede união dos Poderes

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Mais de um ano após o início da pandemia de Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (24) a criação de um comitê para coordenar ações no Brasil contra a doença. A formação do grupo foi definida em reunião do presidente da República com os presidentes do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), do procurador-geral da República, Augusto Aras, governadores e ministros.

Após reunião com chefes dos Poderes, Bolsonaro afirmou que uma coordenação e um comitê de acompanhamento do combate à crise sanitária serão criados e envolverão os chefes estaduais. Bolsonaro afirmou que o enfrentamento à pandemia sem conflito e sem politização é o caminho para sair da crise.

"Mais do que harmonia, imperou a solidariedade e a intenção de minimizarmos os efeitos da pandemia. A vida em primeiro lugar", disse em pronunciamento à imprensa no Palácio da Alvorada após o encontro. "Resolvemos, entre outras coisas, que será criado uma coordenação junto aos governadores com o senhor presidente do Senado Federal. Da nossa parte, um comitê que se reunirá toda a semana com autoridades, para decidirmos ou redirecionarmos o rumo do combate ao coronavírus", afirmou.

GOVERNADORES

Ao longo da pandemia, Bolsonaro protagonizou embates com governadores, em especial, por divergir de medidas de fechamento de setores econômicos e de distanciamento social. Na reunião, apenas governadores aliados ao governo federal compareceram.

SIMPLES

Após a recriação do auxílio emergencial a vulneráveis, o Ministério da Economia anunciou ontem o adiamento do recolhimento de tributos para empresas do Simples Nacional. Não serão cobrados agora os impostos de abril, maio e junho.

ULTIMATO DE LIRA

Apesar de estar na cerimônia com Bolsonaro, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse que o Legislativo não tolerará novos erros por parte do Poder Executivo no enfrentamento da pandemia. Também insinuou que poderá se afastar do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) caso o chefe do Executivo não melhore a forma como o governo vem lidando com a doença e, sem citar a palavra impeachment, disse que os "os remédios políticos no Parlamento são conhecidos e são todos amargos. Alguns, fatais."

"Estou apertando hoje um sinal amarelo para quem quiser enxergar: não vamos continuar aqui votando se, fora daqui, erros primários, erros desnecessários, erros inúteis, continuarem a serem praticados", disse.