Pouco mais de 1.300 prefeitos afirmaram que os hospitais de suas regiões não conseguirão manter os atendimentos aos pacientes mais graves nos próximos dias, entre outros motivos, pela falta do "kit intubação".
O país vem enfrentando há semanas quedas nos estoques de analgésicos, sedativos e bloqueadores musculares usados na intubação de pacientes com Covid-19 internados em UTIs.
Outros 709 prefeitos também disseram que é iminente o risco de desabastecimento de oxigênio em hospitais e nos centros de atendimento de seus municípios.
Esses dois cenários são o retrato do pior estágio da pandemia radiografado em pesquisa realizada pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios) junto aos prefeitos cujos resultados foram divulgados nesta sexta-feira (26).
Entre os 2.611 prefeitos entrevistados, 82% disseram que ainda não receberam nesta semana suprimentos de oxigênio enviados por seus Estados.
Para Denilson Magalhães, consultor da área técnica de Saúde da CNM, há falta de estrutura dos municípios, a maioria de pequeno porte e sem atendimento especializado.