07 de julho de 2026
Esportes

Débito


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Dos R$ 580 milhões de dívida que o novo presidente do São Paulo, Julio Casares, assumiu quando tomou posse no comando do clube em janeiro, o maior e mais urgente problema está no pagamento de R$ 10 milhões para Daniel Alves. A situação do jogador é o grande desafio que a diretoria precisa superar neste momento para arrumar a casa e continuar com o jogador no elenco.

Com contrato até o fim de 2022, a diretoria estuda fórmulas para sanar o problema. Renovar e estender o contrato do atleta e ainda usar uma parte da venda do atacante Brenner (negociado com o FC Cincinnati, dos EUA) estão na mesa da cúpula da diretoria para uma análise mais detalhada.

Desde o início do ano, Casares e sua diretoria têm montado planos de redução de despesas para conseguir pagar as dívidas. A situação de Daniel Alves, no entanto, é delicada. O diretor de futebol Carlos Belmonte admitiu a dificuldade com o jogador, mas garantiu ser possível achar uma solução.

"Tivemos uma conversa com o Daniel. Ele tem o desejo de continuar no São Paulo e a gente deseja que ele continue também. É tentar ajustar da melhor forma possível esses pagamentos. Se não for possível, a gente conversa em um outro formato", comentou o dirigente, que fez questão de exaltar a postura do atleta.

Deu a entender que Daniel não faz qualquer cobrança da dívida. "O que ele recebeu até agora do São Paulo é menos do que um jogador mediano. Isso precisa ficar claro, senão daqui a pouco sai aqui e ali que o Daniel é mercenário. Muito pelo contrário. Falo isso para destacar a sua entrega. É o primeiro a chegar e o último a sair dos treinos. Está sempre se dedicando", afirmou Belmonte.

Pressionado pela necessidade de acabar com o jejum de títulos (a última conquista foi a Copa Sul-Americana de 2012), Casares tem reforçado o futebol. Foram contratados os atacantes Éder e Bruno Rodrigues, os meias William e Benítez, o zagueiro Miranda e o lateral Orejuela. Todos acertos pontuais. Em contrapartida, o clube deve economizar mais de R$ 26 milhões com as dispensas de nomes como Gonzalo Carneiro, Hudson, Juanfran, Toró e Weverson, Junior Tavares e Tréllez.

Ganhar o Estadual daria R$ 5 milhões ao clube, que poderia repassar o dinheiro a Daniel Alves, por exemplo, e reduzir em 50% sua dívida com o jogador. O marketing do clube trabalha para encontrar novas formas de fazer dinheiro. Os adiantamentos de cotas de TV e participação nas disputas sempre são alternativas.

A Conmebol vai oferecer US$ 95 milhões (R$ 546 milhões) aos clubes mais necessitados das suas competições. Este valor será dividido como forma de pagamento antecipado das cotas. O São Paulo, que está na Libertadores, pode se valer dele. Há ainda o caminho da venda de jogadores.