08 de julho de 2026
Nacional

Coronavírus não nasceu em laboratório

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Genebra - Chefe da equipe de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) que foi à Wuhan, na China, pesquisar a origem do novo coronavírus, Peter Embarek que não foram identificados casos de Covid-19 em Wuhan antes de dezembro de 2019, quando o primeiro surto local da doença foi confirmado. Cerca de 76 mil quadros de febre, pneumonia e doenças respiratórias reportados pelo sistema de saúde de Wuhan foram analisados, disse Embarek.

Segundo ele, a fonte mais provável da pandemia foi um animal hospedeiro. O relatório da equipe, cujos dados foram apresentados em coletiva de imprensa nesta terça-feira, 30, também estima outras duas possibilidades menos prováveis: que o vírus tenha sido originado de alimentos contaminados ou de laboratórios em Wuhan. A última hipótese é a menos provável, segundo os especialistas.

DATA ANTERIOR

Embarek ressalta, porém, que é possível que o vírus já circulasse antes do primeiro surto na China, inclusive globalmente, já que Wuhan é um grande centro financeiro que recebia diversos estrangeiros no fim de 2019, avaliou Embarek.

O especialista relatou ainda que casos de Covid-19 não relacionados ao mercado central de Wuhan já circulavam na cidade em dezembro de 2019, em casos em que o vírus apresentava algumas pequenas alterações genéticas, o que indica que as infecções não estavam diretamente conectadas.

Segundo a virologista Marion Koopmans, que participou da expedição organizada pela OMS, o mercado de Wuhan atuou como um "amplificador" do novo coronavírus, mas não foi o único local a reportar os casos que provocaram o surto na cidade.

CRÍTICAS INTERNACIONAIS

A OMS (Organização Mundial de Saúde) no entanto, admitiu que a China não deu acesso pleno aos dados para sua equipe que foi ao país investigar a origem da pandemia de coronavírus. Em resposta, os Estados Unidos, a União Europeia e mais países exortaram Pequim a mudar de postura.

"Nos unimos para expressar preocupações comuns. O estudo teve atraso significativo e falta de acesso a dados completos e originais, além de amostras", diz o comunicado, assinado por Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Dinamarca, Eslovênia, Estados Unidos, Estônia, Israel, Japão, Letônia, Lituânia, Noruega, Reino Unido e República Checa.

Em janeiro e fevereiro, a OMS (Organização Mundial da Saúde) enviou uma equipe de especialistas a Wuhan, na China, para investigar a origem do coronavírus que gerou a Covid-19.