O vereador Junior Rodrigues (PSD) iniciou uma campanha junto ao poder público para pela instalação emergencial de uma usina de oxigênio em Bauru. O parlamentar, que age por iniciativa própria, quer que a cidade se antecipe a uma possível escassez de oxigênio em razão da alta demanda gerada pela pandemia em toda região.
Na quarta-feira (31), ele enviou uma Moção de Apelo à prefeitura e, no fim do dia, se reuniu com a prefeita Suéllen Rosim (Patriota), que teria prometido buscar parceria com a Famesp e Estado para viabilizar a iniciativa.
O vereador também enviou ofícios, na tarde de anteontem, aos deputados federais Capitão Augusto (PL) e Rodrigo Agostinho (PSB) solicitando ajuda financeira para que a usina possa sair do plano de ideias.
"Sabendo de toda a situação em Lençóis Paulista, me preocupou a possibilidade de sentirmos também a falta de insumos e, principalmente de oxigênio, já que o número de internações de pacientes que necessitam do oxigênio tem aumentado demais e, em breve, não teremos como suprir a demanda", comenta o vereador.
Junior explica que esteve no Hospital Estadual (HE) na última terça-feira (30) e que, na oportunidade, acompanhou o descarregamento de um caminhão de oxigênio. A carga, contudo, não seria grande, o que motivou a iniciativa do vereador, já que a única empresa fornecedora fica a 300 quilômetros de Bauru.
"Apurei junto à diretoria do hospital a possibilidade de chegada de um novo carregamento para hoje [31], visando suprir a necessidade do hospital", cita. "Só que o caminhão não para só em Bauru, ele descarrega cilindros também em outras cidades da região. E se algo acontece com esse caminhão? Hospitais podem ficar sem oxigênio, precisamos de um segundo plano", acrescenta.
R$ 2 MILHÕES
Diante da situação, o vereador diz ter procurado empresários do ramo e constatado que o custo de uma usina de oxigênio é viável. "Seria um investimento de, no máximo, R$ 2 milhões e, a partir do momento da contratação, é possível que ela entre em funcionamento em 30 dias", ressalta.
Em reunião com o vereador, a prefeita Suéllen teria demonstrado preocupação e também e se comprometeu a conversar com a diretoria da Famesp sobre o assunto, vislumbrando uma possível parceria para instalação da usina de oxigênio na área do próprio HE. Segundo Junior, a própria diretoria do hospital já teria cogitado essa possibilidade.
ABASTECIDO
Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado diz que o HE está abastecido com oxigênio desde anteontem. A pasta afirma ainda que mantém diálogo com representantes de empresas fornecedoras de gases medicinais para garantir a perenidade do fornecimento nos hospitais que atendem casos graves e gravíssimos de Covid-19.
"É fundamental que os gestores dos demais serviços de saúde que compõem as redes pública e privada de saúde mantenham o monitoramento da sua demanda, utilizem racionalmente estes produtos e otimizem medidas para garantir assistência a quem precisa" finaliza o Estado.