10 de julho de 2026
Nacional

Polícia faz a reconstituição da morte do menino Henry

FolhaPress
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Rio de Janeiro  - A Polícia Civil fez na tarde desta quinta (1º) a reconstituição da morte do menino Henry Borel, de 4 anos, morto no dia 8 de março no Rio de Janeiro, em circunstâncias ainda não esclarecidas. Ele era enteado do vereador carioca Dr. Jairinho (Solidariedade) e filho de sua namorada, a professora Monique Medeiros.

A defesa do casal chegou a solicitar o adiamento da reprodução simulada na noite desta quarta (31), mas teve o pedido negado pela Justiça. O advogado André França Barreto também havia requisitado a suspensão das investigações e que elas passassem para as mãos da Divisão de Homicídios, o que também foi recusado.

Em frente à delegacia, ele disse à imprensa que havia orientado seus clientes a não comparecerem. 

"Tendo em vista essa posição do delegado que se mostrou intransigente, porque o nosso pedido era que se adiasse para terça que vem [6], então três, quatro dias, inclusive num meio de um feriado [...] Ele sem uma motivação que eu acredite razoável indeferiu, acho que isso prejudica até a própria investigação porque mais gente estaria credenciada a participar e demonstrar os fatos como aconteceram. Por essa razão estou orientando os meus clientes a não comparecerem amanhã", disse à TV Globo.

PAI NÃO PRESENCIA

O pai de Henry, o engenheiro Leniel Borel, também não estava presente na reprodução, segundo seu advogado, Leonardo Barreto. Um boneco representou o menino no procedimento, com peritos do IML (Instituto Médico Legal), do ICC (Instituto de Criminalística Carlos Éboli) e policiais da 16ª DP (Barra da Tijuca).

"A reprodução simulada dos fatos é uma prova que diz respeito à polícia, à perícia, aos indiciados ou réus se for na fase processual, ou até ao Ministério Público se ele quiser participar. O Leniel não foi intimado para participar, bem como nós também não. Até mesmo para que evitássemos qualquer tipo de constrangimento na realização dos atos [...] achamos prudente não participar", disse o advogado à Folha.