Rio de Janeiro - Morreu, na tarde deste sábado (3), aos 84 anos, o cantor e político Agnaldo Timóteo, por complicações da Covid-19. Ele estava internado desde o dia 17 de março no Hospital Casa São Bernardo, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Os médicos acreditam que o cantor tenha contraído a doença entre a primeira e a segunda dose da vacina contra a Covid-19, já que o artista havia tomado o reforço na segunda-feira, 15 de março.
O sobrinho, Timotinho, publicou um vídeo nas redes sociais: "Olá, gente. A notícia não é boa, confirmar o falecimento do cantor, Agnaldo Timóteo. Minha eterna gratidão por tudo. Descanse em paz! Obrigado a todos pelo carinho."
VOZ POTENTE
Agnaldo Timóteo foi uma das maiores vozes influenciadas pelo canto da chamada Era do Rádio. Seu contato com os ídolos via Rádio Nacional e Mayrink Veiga começa ainda na cidade mineira de Caratinga, onde nasceu em 1936 e passou toda a sua infância.
De Minas Gerais, depois de sair de Caratinga e chegar a Governador Valadares para trabalhar como mecânico de automóveis, Agnaldo se mudou para tentar a vida no Rio de Janeiro e teve, como um de seus primeiros trabalhos, o emprego de motorista da cantora Angela Maria.
Foi a própria Angela Maria quem o aconselhou a lutar pela sua carreira de cantor.
CARREIRA POLÍTICA
Depois de consagrado como cantor, Agnaldo Timóteo começou a atuar na política a partir de 1982, quando se tornou deputado federal no Rio de Janeiro, pelo PDT.
Uma briga com o presidente da legenda, Leonel Brizola, o faria pedir transferência para o PDS.
Em 1996, foi eleito vereador no Rio, mas transferiu-se para São Paulo e, em 2004, foi eleito vereador pelo Partido Progressista.
Brigou de novo, agora com Celso Russomanno, e pediu abrigo no Partido Liberal (antigo Partido da República).
Agnaldo Timóteo também passou pelos partidos PP, PR e PMDB. O cantor deixa três filhos.