09 de julho de 2026
Nacional

Bolsonaro fala a Putin sobre Sputnik

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Após telefonema com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (6)  que o governo ainda precisa resolver "entraves", mas espera resolver "brevemente" a situação de registro do imunizante Sputnik V no País. A vacina russa contra a Covid ainda não tem o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

"Um dos assuntos mais importantes que tratamos aqui é a possibilidade de nós virmos a receber a vacina Sputnik daquele país", disse em vídeo publicado em suas redes sociais. "Logicamente, dependemos ainda de resolver alguns entraves aqui no Brasil e estamos ultimando para contar com as demais autoridades, entre elas a Anvisa, para como nós podemos efetivamente importar essa vacina", afirmou.

Bolsonaro avaliou a conversa como "muito produtiva" e agradeceu a forma como Putin conduziu o assunto. "Esperamos, inclusive, caso aprovada a vacina Sputnik, nós venhamos a produzi-la no Brasil", disse o presidente. "Se Deus quiser brevemente estaremos resolvendo essa questão da vacina Sputnik", acrescentou.

Presente durante a conversa com Putin, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reiterou que uma vez superadas as questões regulatórias a vacina será aplicada no País. Entre as tratativas para acelerar a aprovação do imunizante, o diretor-presidente da Anvisa, Antônia Barra Torres, destacou que está prevista uma missão sanitária ao país russo. 

Além da aquisição do imunizante russo, a conversa com Putin versou sobre o comércio entre os dois países, a cooperação na indústria de defesa e nas áreas de ciência e tecnologia. "O presidente Bolsonaro enfatizou a necessidade de que mais frigoríficos brasileiros sejam liberados para exportação àquele país", relatou nota do governo.

POSSES

Além do vídeo, o presidente Jair Bolsonaro fez menção à conversa com Putin quando abriu a solenidade de transmissão de cargo de seis novos ministros, em cerimônias reservadas. Bolsonaro fez uma reforma ministerial que incluiu trocas nos comandos da Casa Civil e na Secretaria de Governo, ambas ligadas à Presidência da República, dos ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP), das Relações Exteriores e da Defesa e também da Advocacia-Geral da União (AGU). Em rápidos discursos, os novos titulares agradeceram ao presidente pela escolha para o cargo. E alguns, como o novo ministro da Justiça começaram a mexer nos cargos designados pela pasta.