08 de julho de 2026
Internacional

Covid: EUA podem ter nova onda


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Washington - O diretor do Instituto Nacional de Alergias dos Estados Unidos, Anthony Fauci, alertou nesta terça-feira (6) que o país está "à beira" de uma nova onda de casos de coronavírus. Em evento organizado pelo Clube Nacional de Imprensa, o infectologista afirmou que, apesar do avanço da vacinação, "ainda é prematuro declarar vitória" contra a doença.

Fauci, um dos principais assessores médicos do presidente americano, Joe Biden, exortou a população a ter um pouco mais de paciência, mas reconheceu a dificuldade em adesão às medidas restritivas.

VACINAÇÃO

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta terça-feira que a data para que todos os adultos tenham vacinas contra a covid-19 à disposição nos Estados Unidos foi antecipada para 19 de abril, ante a meta anterior de 1º de maio. O democrata apontou que alguns governadores já vinham anunciando objetivos próprios nos Estados, mas que agora o plano vale para todo o país.

Em discurso sobre o andamento do programa de vacinação nos EUA, o presidente lembrou a marca atingida de 150 milhões de doses aplicadas, e indicou que, com a média atual acima de 3 milhões de imunizações por dia, a administração está "no caminho" para alcançar a meta de 200 milhões de vacinados nos 100 primeiros dias de governo. Além do campo da aplicação de imunizantes, Biden apontou que também há notícias "positivas", especialmente sobre a eficácia das vacinas.

POUCO OTIMISMO

No entanto, o presidente ponderou o otimismo, afirmando que "não estamos no final da linha, ainda há muito trabalho a se fazer". Há "notícias negativas, novas variantes estão se movendo mais rapidamente", afirmou. Biden lembrou que após a aplicação das vacinas, uma proteção total é garantida apenas após algumas semanas, o que impede uma diminuição mais rápida no número de casos. O líder afirmou que cuidados como o distanciamento social e o uso de máscaras devem continuar ocorrendo.

OMS

O novo ministro da Saúde brasileiro, Marcelo Queiroga, relatou uma "situação alarmante" da pandemia de Covid em sua primeira conversa oficial com a OMS (Organização Mundial da Saúde), afirmou nesta terça (6) o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

"Começamos por como a situação é séria no Brasil, ele começou por descrever a situação, que é realmente alarmante ['dire' foi o termo usado por ele, em inglês]".

O diretor da OMS afirmou que ambos combinaram de manter contato constante.