08 de julho de 2026
Nacional

CoronaVac é eficaz contra variante da Covid, diz estudo

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A vacina CoronaVac, imunizante fabricado pelo Instituto Butantan e pela farmacêutica chinesa Sinovac, tem 50% de eficácia contra a variante P.1 da Covid-19, que surgiu em Manaus e que já predomina em diversos estados do país. A efetividade em prevenir o adoecimento foi confirmada 14 dias após a aplicação da primeira dose.

O estudo foi feito com 67.718 trabalhadores da área da saúde de Manaus e foi divulgado hoje (7) pelo grupo Vebra Covid-19, que reúne pesquisadores de instituições nacionais e internacionais, secretarias estaduais de Saúde do Amazonas e de São Paulo e as secretarias municipais de Saúde de Manaus e São Paulo, apoiado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

A pesquisa ainda não avaliou a efetividade após a aplicação da segunda dose, o que vai ser coletado, nas próximas semanas. "Na análise interina, a efetividade da CoronaVac foi de 50% na prevenção da doença sintomática pela covid-19", diz o relatório do estudo preliminar.

"Esses resultados são encorajadores porque a CoronaVac continua sendo efetiva na redução do risco de doença sintomática em um cenário com > (maior que) 50% de prevalência da P.1", diz o estudo. "Esses achados apoiam o uso contínuo dessa vacina no Brasil e em outros países com a circulação da mesma variante", disseram os pesquisadores.

Para o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, as pesquisas de campo estão comprovando a eficiência da vacina, assim como foi determinada a eficácia pelos estudos clínicos. "Se após a primeira dose a eficácia é 50%, espera-se que após a segunda dose esse percentual suba substancialmente", disse Covas, citando outro estudo, feito no Chile, onde a CoronaVac também está sendo aplicada na população, que aponta uma diminuição na internação e nos óbitos de pessoas com mais de 70 anos.

HOSPITAL DAS CLÍNICAS

Um estudo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP mostrou efetividade de 50,7% da vacina Coronavac depois da imunização em massa de seus profissionais de saúde, que incluiu 20 mil pessoas desde o fim de janeiro.

Ou seja, o número de casos de Covid-19 entre eles ficou na metade do que era previsto depois de duas semanas de aplicação de duas doses da Coronavac, mostrando que o imunizante do Instituto Butantan preveniu a doença entre boa parte de médicos, enfermeiros e funcionários do complexo.

E mais: a partir de cinco semanas, a queda chegou a 73,8%.

Os estudos de efetividade mostram o impacto da vacinação na vida real, com redução de casos, mortalidade ou hospitalizações por determinada doença em uma comunidade.