08 de julho de 2026
Nacional

Caso Henry: padrasto e mãe são presos

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Rio de Janeiro - A Polícia Civil do Rio afirmou não ter dúvidas de que o menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos, sofria agressões periódicas por parte do vereador Dr. Jairinho (Solidariedade), preso na manhã desta quinta-feira (8) junto com a professora Monique Medeiros, sua namorada e mãe da criança. Segundo os investigadores, conversas registradas num aparelho telefônico mostram que a babá de Henry relatou agressões à patroa.

"Alguns pontos dessa conversa nos chamaram muita atenção. A babá fala que o Henry relatou a ela que o padrasto o pegou pelo braço, deu uma banda, uma rasteira, e o chutou. Ficou claro que houve lesão ali", apontou o delegado Antenor Lopes, diretor da Polícia Civil na capital fluminense.

MÃE INCRIMINADA

"Depois que veio o pior resultado possível de uma rotina de violência, que foi a morte do Henry, ela esteve em sede policial por mais de quatro horas e deu declarações mentirosas."

Nessa linha, o delegado responsável pelo caso, Henrique Damasceno, descartou que Monique tenha sofrido qualquer tipo de ameaça do namorado; era, na verdade, uma aliada dele, disse.

No depoimento à polícia, o casal alegou que vivia em harmonia familiar com o menino. Não citou nenhum tipo de agressão e disse que existia na casa uma rotina de afeto. A partir de desdobramentos das apurações, no entanto, percebeu-se que a versão seria falaciosa.

A investigação analisou os laudos já produzidos. Henry apresentava lesões nos rins e no pulmão, por exemplo, e sangramentos internos, incompatíveis com um eventual acidente. Ainda há outros laudos pendentes, e por isso o pedido foi de prisão temporária.

Henry foi deixado pelo pai, Leniel Borel, por volta das 19h30 na casa de Monique e Jairinho, no dia 7 de março. Em poucas horas, chegou morto ao hospital. O pai disse ter ouvido da mãe que ela 'mataria' se descobrisse que Dr. Jairinho machucava o filho: 'Demoníaco, assustador'

'Como é que pode uma mulher que fala que mata por causa do filho estar do lado de alguém que matou o dela?', questionou, em entrevista exclusiva ao RJ2-TV da Globo, ontem à noite.