09 de julho de 2026
Geral

Flávia Souza é exonerada e Marcos Saraiva assume presidência do DAE


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O engenheiro Marcos Saraiva assume, a partir deste sábado (10), o cargo de presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru. A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa da administração municipal, por meio de nota, na qual a prefeita Suéllen Rosim agradece o empenho e dedicação da presidente cessante, Flávia Souza, no período de pouco mais de três meses em que atuou na função.

Ao JC, a chefe do Executivo bauruense se limitou a dizer que a troca do comando da autarquia foi resultado de uma decisão técnica. A exoneração de Flávia Souza do cargo foi publicada na edição desta sexta-feira (9) do Diário Oficial do Município. Procurado pela reportagem, Saraiva informou que só concederá entrevista após tomar ciência das principais demandas do departamento.

O novo presidente era o secretário de Obras da Prefeitura de Bauru desde o começo do governo. Um novo titular para a pasta será anunciado na segunda-feira (12) pela prefeita. Saraiva assume o DAE em um momento de alerta, quando a vazão do Rio Batalha está menor do que a ideal há uma semana e a possibilidade de rodízio no abastecimento de água volta a preocupar munícipes e a própria autarquia.

CRISE HÍDRICA

Bauru começou 2021 com o primeiro trimestre mais seco dos últimos sete anos, perdendo apenas para o mesmo período em 2014, quando a cidade também viveu uma grave crise hídrica. Sem chuvas suficientes, a lagoa de captação do Rio Batalha estava com 2,50 metros nesta quinta-feira (8), sendo que o ideal é 3,20 metros.

Diante da situação, o DAE, de forma emergencial, iniciou uma manobra na rede e, na última sexta-feira (2), reduziu em até 15% o volume de captação da lagoa para tentar frear a queda e o desabastecimento. Mas, com a redução da captação, regiões altas de alguns bairros registraram falta de água pela insuficiência de pressão na rede.

E, sem previsão de chuvas para os próximos dias, não há, até o momento, como garantir a normalização a distribuição. Em entrevista publicada pelo JC na última terça-feira (6), Flávia Souza chegou a afirmar que, se o nível da lagoa de captação do Batalha chegasse a 2,20 metros, o rodízio precisaria ser iniciado.