11 de julho de 2026
Geral

Pandemia impactou muito a economia de 45% dos bauruenses, diz pesquisa

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Além de ceifar a vida de mais de 600 bauruenses, a pandemia da Covid-19 também resultou em dificuldades financeiras para muitos moradores nestes últimos 12 meses. Segundo pesquisa encomendada pelo Jornal da Cidade e realizada pela Ágili Pesquisas e Marketing, a economia de 45,57% das famílias foi muito impactada pelos desdobramentos trazidos pela circulação do novo coronavírus na cidade.

Já para 35,79% dos entrevistados, a pandemia atingiu pouco as finanças e, para 17,53%, não houve qualquer prejuízo. "As famílias que disseram ter sido pouco afetadas são aquelas que não precisaram comprometer, por exemplo, o pagamento de contas ou a aquisição de itens básicos. De modo geral, podemos dizer que são aquelas que cortaram gastos supérfluos", detalha o diretor da Ágili, Júlio César Depieri Sanches.

Ainda de acordo com ele, o resultado de Bauru chamou atenção, por ter registrado índice menor de alto comprometimento das finanças, na comparação com outras cidades pesquisadas pela empresa. "Em Wenceslau Braz (PR), por exemplo, quase 60% da população diz que a economia familiar foi muito afetada", descreve.

Em Bauru, a pesquisa JC/Ágili ouviu 545 pessoas maiores de 16 anos, das zonas urbana e rural, entre os dias 29 e 31 de março. As entrevistas foram feitas por telefone, por meio da técnica de amostragem quantitativa, com estratificação dos resultados por sexo, idade e escolaridade.

MAIS ATINGIDOS

A percepção de que a Covid-19 atingiu fortemente o orçamento doméstico foi maior entre as mulheres (46,88%), entre quem tem de 35 a 44 anos (50,79%) e entre os moradores com até o ensino fundamental ou até o ensino médio (percentuais de 49,09% e 50%, respectivamente). Já entre os que responderam que a pandemia não afetou a economia familiar, a proporção foi semelhante para homens e mulheres (17,96% e 17,19%, respectivamente), com destaque para pessoas acima de 60 anos (29,52%) e com formação até o ensino fundamental (23,64%).

A pesquisa JC/Ágili também perguntou como os entrevistados classificam as medidas adotadas pelo governo Suéllen Rosim para combater a disseminação do novo coronavírus e 46,02% avaliaram a condução como ótima ou boa. Outros 22,92% disseram ser regular e 29,21%, ruim ou péssima.

Na estratificação dos dados, a gestão municipal da pandemia é mais bem classificada entre os homens (48,59% a consideram boa ou ótima), entre aqueles que possuem de 35 a 44 anos (53,18%) e entre os que têm ensino médio completo (52,23%). Já a opinião de que a conduta é ruim ou péssima foi dada por 33,34% das mulheres, por 40% do público entre 16 e 24 anos e por 34,57% dos que concluíram o ensino superior.

LOCKDOWN

Na pesquisa, os bauruenses também opinaram sobre a estratégia de lockdown para conter o avanço da pandemia e 56,74% se posicionaram totalmente ou parcialmente a favor da medida sanitária. Por outro lado, 39,56% disseram ser totalmente ou parcialmente contra este tipo de restrição.

"Quem disse ser parcialmente a favor são aqueles que avaliam que a medida ajudaria a diminuir a propagação do vírus e o número de mortes, porém, ponderam que as pessoas precisam trabalhar. Dizem que, se todo mundo tivesse condições de ficar em casa, esta seria a melhor solução", analisa Sanches.

A avaliação de totalmente ou parcialmente a favor chega a 60,78% entre as mulheres, a 73,33% entre quem tem de 16 a 24 anos e a 64,19% entre quem possui ensino superior. Já os índices de parcialmente ou totalmente contra aumentam entre homens (45,07%), entre quem tem de 25 a 34 anos (42,37%) e entre quem concluiu até o ensino fundamental (44,04%).