09 de julho de 2026
Articulistas

Vida e viagem seguem as mesmas regras

Rosana Poli
| Tempo de leitura: 2 min

Há mais de um ano podemos dizer que vivemos "um novo normal". O distanciamento social, as máscaras e o álcool em gel fazem parte do nosso dia a dia. Aprendemos, obrigatoriamente, a viver uma nova vida, diferente de tudo que já havíamos passado. O que antes era tão normal e corriqueiro, se transformou em saudade…

Ficamos e (ainda estamos) literalmente em casa fortalecendo nossa Fé e acreditando que dias melhores virão com sorrisos ¨sem máscaras¨!

Pra mim, o lado positivo da pandemia é que nos tornamos mais humanos, solidários, reaprendemos a "olhar o outro" da mesma forma que olhamos para nós mesmos. Aprendemos que a dor do outro também pode ser a nossa dor. Pelo menos, essa é a lição que alguns tiraram, em detrimento de outros que continuaram preocupados com seus próprios umbigos. Prova disso é que passamos pela pior fase da pandemia e um "monte de gente" criticando politicamente dois lados, como se estivéssemos em pleno ano eleitoral. Parecia até que o caos não estava bem na nossa cara com milhares de pessoas morrendo por dia, sem leitos, sem oxigênio ou de fome. Pura hipocrisia e inversão de valores! Devemos cobrar dos nossos governantes "Vacina já"!

Eleições, só no ano que vem e, quem sabe, até lá estaremos todos imunizados (se estivermos vivos).

Por isso, tenho pensado muito nos nossos gestos e suas repercussões. Hoje enxergo muito mais a vida como uma viagem, onde a cada instante conhecemos um mundo novo. Novas sensações, novos sentimentos, novos medos, novas variantes e novas pessoas... Ao ver o mundo que não é meu, eu me reencontro com o desejo de amar ainda mais o meu território, o meu espaço, a minha vida... E nestas estradas de tantos rostos desconhecidos é sempre bom andar mais devagar para que nada "passe batido" aos nossos olhares apressados.

Parafraseando o padre Fábio de Melo, "que durante esse período (que a gente ainda não sabe até quando vai), cada um cuide mais do que vê. Que cada um cuide mais do que diz e do que sente".

A razão é simples: vida e viagem seguem as mesmas regras: nos levam para territórios antes desconhecidos, mas sempre acabam nos trazendo de volta ao ponto de partida... Então, viaje bem, viaje leve e não leve seus pesos. Mas se leve!

A autora é jornalista, mestre em Comunicação Midiática.