09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Reprise da novela: O rio Batalha

Roberto Brandão Garcia
| Tempo de leitura: 1 min

Nós, bauruenses dependentes das águas do abençoado e sofrido Rio Batalha, já estamos vivenciando, novamente, o desabastecimento de água logo após o final das chuvas de março.

As demonstrações do baixo índice pluviométrico neste primeiro trimestre é um fator válido, mas acredito, também, na existência de outro fator, muito importante: o Rio Batalha não está suportando a demanda, pois bastou uma queda da incidência de chuvas neste verão e, novamente, surge o fantasma da falta de água, justamente no momento que mais precisamos, face às necessidades dos cuidados sanitários para enfrentarmos essa pandemia.

O Rio Batalha está sofrendo há muito tempo assoreamento e a falta da mata ciliar. Os poderes executivos de Bauru, Piratininga e Agudos precisam executar, urgentemente, os trabalhos do desassoreamento e reiniciar reflorestamento nas margens do rio nos trechos que lhes compete. Essas providências poderiam ter sido iniciadas desde a outra administração, a crise da pandemia não seria obstáculo, pois os trabalhos são executados ao ar livre.

A senhora prefeita de Bauru anunciou, logo após a posse, a perfuração, em regime de urgência, de três poços: Mary Dota, Vila Falcão e Praça Portugal, mas parece que aínda não saiu do papel. Trâmites burocráticos? Provavelmente.

E já estamos no quarto mês da administração municipal. Tais poços seriam, realmente, uma solução, mas, no momento, a senhora prefeita está propondo concessão para a iniciativa privada dos serviços de água e esgoto.

Será que o DAE não tem competência para gerir tais serviços?

Acredito que tem competência e recursos para tais fins, bem como na boa vontade da senhora prefeita priorizando o abastecimento de água.

Agradeço à Tribuna do Leitor pela publicação do manifesto de um cidadão bauruense, dependente das águas do Rio Batalha, e apreensivo com o desabastecimento. E, neste momento, vamos aguardar as chuvas com as bênçãos de São Pedro.