CConheci Benedito Antônio Valencise nos idos de 1993, quando o sucedi na Delegacia de Polícia de Itapui, tendo ele ido para a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes de Jaú, onde ajudamos a fundar o Centro de Estudos Criminais.
Valencise era adorado pelos policiais e pela comunidade por onde passava. De outro lado, também era conhecido e temido pela criminalidade.
Foi Investigador antes de ser Delegado de Polícia e galgou os mais altos postos da Polícia Civil trabalhando duro e incansavelmente. Extremamente competente, foi sendo reconhecido por seus méritos, jamais tendo pleiteado cargo algum.
Valencise cumpria seu dever com a dedicação dos vocacionados, superando suas obrigações, fazendo de tudo e ainda mais pela profissão que amava.
Homem de caráter firme, íntegro, intransigente e rigoroso contra o crime, em especial no enfrentamento do tráfico de drogas - sempre implacável contra os traficantes e, ao mesmo tempo, com uma visão humana e sensível em relação aos usuários.
Excepcional colega de trabalho, companheiro da primeira à última hora e amigo fraterno nos momentos de crise.
Trabalhamos juntos e enfrentamos situações dificílimas. Nos alegramos muitas vezes com o êxito das investigações. Choramos juntos também, um cedendo o ombro ao outro. Hoje choro novamente, mas sozinho, pela saudade do meu tão querido amigo.
A Polícia Civil perdeu um gigante. Peço a Deus conforte sua família.
Você vai fazer falta, irmão!
O autor é advogado em Brasília, professor da Academia de Polícia e ex-delegado de Polícia do Estado de São Paulo.