09 de julho de 2026
Nacional

Com atraso, Butantan recebe mais insumos

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O Instituto Butantan recebeu nesta segunda-feira (19) insumos para a fabricação de mais 5 milhões de doses da vacina contra a Covid-19. Os 3 mil litros de insumo farmacêutico ativo (IFA) foram enviados pelo laboratório chinês Sinovac. O material foi transportado por um avião da companhia aérea Turkish Airlines, que fez escala em Istambul, na Turquia, e em Dakar, no Senegal.

O Butantan já entregou 40,7 milhões de doses da vacina CoronaVac para serem aplicadas em todo o Brasil pelo Programa Nacional de Imunizações. Até o fim deste mês, a instituição deve finalizar o primeiro contrato firmado com o Ministério da Saúde para disponibilização de 46 milhões de doses.

FIOCRUZ

Para Dimas Covas, diretor do Butantan,  o atraso na entrega dos insumos e seu parcelamento em dois lotes não deve alterar o cronograma final. "Esse é o segundo atraso na entrega dos insumos. Em janeiro tivemos um atraso semelhante a esse, mas esperamos que a partir de maio seja possível adiantar o cronograma". 

Presente ao evento de recebimento do IFA, o governador João Doria ainda fez uma crítica ao governo federal, afirmando que a Fiocruz [responsável no país por produzir a vacina da Oxford/AstraZeneca, principal aposta do governo federal nas vacinas contra a Covid] também está atrasada. " Não quero estigmatizar a Fiocruz, mas é importante deixar claro que o governo federal mudou pela sexta vez o cronograma de entrega das doses da Fiocruz", disse. "Precisamos de outras vacinas. Esperamos receber também do Ministério da Saúde não só a vacina da AstraZeneca, mas que outras vacinas também possam ser entregues. Por enquanto de cada dez brasileiros que tomam a vacina contra a Covid, 8 são da Coronavac.

ESTABILIZAÇÃO

O governo estadual espera receber as vacinas da Fiocruz para iniciar a vacinação no dia 29 de abril das pessoas com 64, 63 e 62 anos no Estado. 

No domingo (18), o país fechou a segunda semana mais mortífera da pandemia, com 20.149 mortes de 12 de abril até ontem. Na semana anterior, a pior até então, foram registrados 21.763 óbitos. Ainda, o país completou 33 dias seguidos com média móvel de mortes acima de 2.000. No último domingo, esse número era de 2.878. Mesmo com os elevados números de óbitos, o Brasil entrou em um estágio de estabilização do número de novos casos, e não mais em ascensão. No entanto, ainda segue como um dos maiores no mundo.