10 de julho de 2026
Nacional

Jair Bolsonaro diz ter determinado fortalecimento de órgãos ambientais


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Brasília - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (22), na Conferência de Líderes sobre o Clima, que ouviu o pedido do presidente americano Joe Biden para adoção de medidas mais ambiciosas com relação a preservação do meio ambiente e se comprometeu a alcançar a neutralidade climática no País até 2050, "antecipando em 10 anos a sinalização anterior". 

O evento (que continua hoje) é uma oportunidade para que as lideranças globais "destaquem os desafios relacionados ao clima que seus países enfrentam e os esforços em prática, bem como anunciar novos passos para fortalecer a ambição climática".

DESMATAMENTO

Para alcançar o objetivo, Bolsonaro se comprometeu a eliminar o desmatamento ilegal no País até 2030, "com a plena e pronta aplicação do nosso Código Florestal", afirmando que a medida reduzirá em quase 50% as emissões de gases do efeito estufa do Brasil até esta data.

Bolsonaro afirmou que, "apesar das limitações orçamentárias do governo", determinou o fortalecimento dos órgãos ambientais do País, duplicando os recursos destinados às ações de fiscalização das florestas e biomas brasileiros. A declaração, entretanto, coincide com outra, dada nesta semana pelo presidente a apoiadores de que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está sendo "mais racional" com os produtores rurais em questões relacionadas à ocupação de terras.

BIDEN NÃO OUVIU

O governo dos EUA estabeleceu que Bolsonaro seria o 19º líder a falar - entre os 27 escalados para discursar nesta quinta - e Joe Biden não estava presente na sala em que a videoconferência era exibida quando finalmente chegou a vez de o brasileiro se pronunciar.

O representante dos Estados Unidos para questões climáticas, John Kerry, afirmou que os comentários do presidente Bolsonaro  na Cúpula do Clima, nesta quinta-feira, foram "muito bons" e o surpreenderam.

VANGUARDA

Entre as ações do governo brasileiro, o presidente destacou que o País "está na vanguarda na defesa do enfrentamento ao aquecimento global", em ações agrícolas e energéticas, como a utilização de fontes alternativas.

"O Brasil participou com menos de 1% das emissões históricas de gases de efeito estufa, mesmo sendo uma das maiores economias do mundo. No presente, respondemos por menos de 3% das emissões globais anuais", discursou. "Contamos com uma das matrizes energéticas mais limpas, com renovados investimentos em energia solar, eólica, hidráulica e biomassa. Somos pioneiros na difusão de biocombustíveis renováveis, como o etanol, fundamentais para a despoluição de nossos centros urbanos", completou o presidente.

Apesar de dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão federal responsável pelo monitoramento nacional, apontarem níveis críticos de cortes ilegais registrados no mês passado, Bolsonaro reforçou que o governo "preserva o bioma amazônico". Pelo instituto, na região da Amazônia Legal, foram identificados 368 quilômetros quadrados de área desmatada. Trata-se do maior volume registrado para março desde 2015. No ano passado, a área devastada no mesmo mês chegou a 327 km. Em 2019, foram 251 km.