Em crise de identidade, Corinthians e Santos entram em campo às 20h deste domingo (25) tentando se encontrar na temporada 2021. Sem emplacar boas sequências de resultados e atuações, os dois times ainda não convenceram neste ano e os dois treinadores - Vagner Mancini e Ariel Holan, respectivamente - já encaram certa insatisfação. Por isso, o clássico marcado para a Vila Belmiro, pela oitava rodada do Paulistão, é de risco para ambas as equipes.
O resultado da partida não definirá o futuro de nenhum treinador ou mesmo dos times na competição. O Corinthians está perto da classificação e o Santos teria ainda mais três jogos para se recuperar. Mas o clássico acontece em momento perigoso da temporada para os dois times por causa da dura sequência de jogos que têm pela frente. Uma derrota, portanto, deve gerar pesadas cobranças para qualquer um dos lados.
O Santos é quem apresenta situação mais delicada. Irregular tanto no Paulistão quanto na Copa Libertadores, corre risco de cair na primeira fase do Estadual. Para piorar, o Boca Juniors é o próximo rival santista, já na terça (27), na La Bombonera.
No Estadual, a sequência também não será fácil. No sábado que vem, o oponente será o sólido Red Bull Bragantino, segundo melhor time da competição até agora. E o jogo seguinte na competição será o clássico com o Palmeiras, fora de casa, no dia 6 de maio. Com apenas duas vitórias em oito jogos, o Santos vem de derrota e é o segundo colocado do Grupo D, com nove pontos, dois atrás do líder Mirassol, que tem um jogo a menos.
Como trata a Libertadores como prioridade, o time da Vila Belmiro mais uma vez deve ir a campo com reservas, apesar da importância natural de um clássico. Como vem fazendo no Estadual, Holan pode fazer novos testes em todos os setores do time, tornando a escalação do Santos um mistério constante. E, assim, a equipe segue sem identidade na temporada. Única certeza é a baixa de Soteldo, negociado com o Toronto FC, do Canadá.
CORINTHIANS
Se agrada nos resultados, o Corinthians incomoda os torcedores com as atuações abaixo do esperado. Com 18 pontos, lidera o Grupo A. Em caso de vitória no clássico, ficará muito perto de sacramentar a classificação às quartas de final. Apesar disso, a torcida não vem perdoando Mancini. No sábado, uma organizada fez protesto na porta do CT Joaquim Grava, com faixas citando o próprio treinador e o presidente Duilio Monteiro Alves. Uma delas dizia: "Clássico é guerra".
As críticas são consequência das fracas apresentações da equipe, que não convence no Paulistão e começou mal na Copa Sul-Americana. O próximo rival será complicado. Na próxima quinta, o time paulista enfrentará o Peñarol, em casa.
Preocupado com o desgaste físico e com eventuais lesões, Mancini indicou que mandará a campo neste domingo uma equipe dominada por reservas. E, no clássico dos times mistos, Corinthians e Santos buscam recuperar suas identidades para fazer bonito e tranquilizar suas torcidas.