09 de julho de 2026
Nacional

Conselho de Ética abre processo de cassação de vereador Jairinho

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Rio de Janeiro - O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal do Rio decidiu nesta segunda-feira (26) dar início ao processo de cassação do vereador Dr. Jairinho, acusado de matar o enteado Henry, de 4 anos.

O parlamentar está preso desde o dia 8 deste mês e também já foi expulso de seu último partido, o Solidariedade.

Os sete integrantes do Conselho - do qual Jairinho fazia parte até o dia da prisão - decidiram por unanimidade levar uma representação à Mesa Diretora na qual vão pedir que a cassação tenha andamento. O colegiado teve 48 horas para analisar a documentação policial que lhes foi enviada na semana passada.

O rito do processo pode ser demorado. Após analisar requisitos formais, a Mesa encaminha em até três dias úteis o documento para a Comissão de Justiça e Redação, que, por sua vez, tem cinco dias para se debruçar sobre aspectos jurídicos, legais e regimentais. Com a maioria daquela comissão concordando com o prosseguimento, a representação volta ao Conselho de Ética, que sorteia um relator.

"Estamos diante de um crime bárbaro, de um vereador suspeito de ter praticado crime hediondo que levou à morte de uma criança. Já passa da hora desta casa dar uma resposta à sociedade", apontou a vereadora Teresa Bergher (Cidadania), que integra o Conselho.

MONIQUE

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, escreveu uma carta em que muda de versão sobre a morte do filho e acusa o namorado, o vereador Dr. Jairinho, de ser agressivo e fazer ameaças contra ela, segundo reportagem do Fantástico, da TV Globo. Antes, ela defendia o companheiro.

Agora, ela descreve o companheiro como um homem ciumento e agressivo, que tentou enforcá-la enquanto dormia. A polícia, porém, já sinalizou antes não haver indícios de que ela era ameaçada.

Na carta, de 29 páginas, ela também diz que Henry havia relatado agressão do padrasto, mas depois Jairinho alegou que havia sido um mal entendido. O motivo para manter o relacionamento, segundo o texto, era que o vereador conseguia proporcionar uma vida melhor à criança. Sobre o dia da morte, o relato é de que o namorado havia dado remédios para que ela dormisse. Mais tarde, diz ter sido acordada por Jairinho, que falou que o filho tinha dificuldade para respirar. Conforme Monique, a criança estava com a boca aberta, além dos pés e mãos gelados, o que ela atribuiu a um desmaio.