08 de julho de 2026
Nacional

Chegam 1 milhão de doses da Pfizer


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Campinas - Chegaram ao Brasil, na noite desta quinta-feira (29), as primeiras doses da vacina contra a Covid-19 produzidas pela farmacêutica americana Pfizer e pelo laboratório alemão BioNtech. Esse primeiro lote tem 1 milhão de doses (o suficiente para imunizar 500 mil pessoas), 1% dos 100 milhões de doses que as fabricantes deverão entregar até o fim de setembro, e será distribuído igualmente aos Estados.

Ao todo, a carga pesa cerca de 900 kg. Elas serão armazenadas em 16 ultracongeladores, nos quais a temperatura fica em torno de -85ºC. Segundo o Ministério da Saúde, os Estados vão receber os imunizantes com temperaturas entre -25ºC e -15ºC, faixa em que as vacinas podem ficar por 14 dias. Nas salas de vacinação, as doses serão guardadas em temperaturas entre 2ºC e 8ºC por até cinco dias, diz a pasta. Estiveram no aeroporto para recepcionar as vacinas os ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, das Relações Exteriores, Carlos França, e o das Comunicações, Fábio Faria. 

SEM COLETIVA

As autoridades fizeram um breve pronunciamento na chegada da vacina, mas, pressionadas pela marca das 400 mil mortes e pelo início da CPI que investiga o governo Bolsonaro por má gestão da pandemia, não responderam a perguntas da imprensa.

As vacinas que chegam ao Brasil já têm o registro definitivo aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) desde fevereiro e podem ser aplicadas em pessoas maiores de 16 anos.

Autorizada para uso em diversos países, a vacina da Pfizer apresentou eficácia global de 95% nos testes e uma eficácia de 94% em indivíduos acima de 65 anos.

As vacinas que chegam agora no fim de abril poderiam ter sido entregues em dezembro do ano passado, segundo a primeira proposta feita pela empresa ao governo brasileiro, que foi rejeitada pelo governo Bolsonaro.

O presidente usou como justificativa a exigência de que o governo arcasse com a responsabilidade civil em caso de efeitos colaterais do imunizante, mas contrato semelhante havia sido firmado com a AstraZeneca. Pressionado pela escalada de mortes no país, o governo fechou acordo com os laboratórios em março deste ano.