10 de julho de 2026
Internacional

Para Anthony Fauci, mundo conduziu mal pandemia e EUA, pior

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Nova York - Em um momento em que o mundo se aproxima da marca de 150 milhões de casos confirmados de Covid-19 e mais de 3,1 milhões de mortes em menos de um ano e meio de pandemia, pode-se dizer que a resposta global ao novo coronavírus teve falhas.

Mesmo com o advento das vacinas contra a doença que já matou 400 mil brasileiros, a vacinação tem se mantido em um ritmo acelerado somente em um punhado de países, que conseguiram reduzir drasticamente o número de internações e mortes. Só que a pandemia segue em crescimento em todo o mundo, puxada, principalmente, por países como a Índia -que bateu os recordes mundiais de casos registrados-- e Brasil.

Para Anthony Fauci, o diretor do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas (Niaid) dos Estados Unidos e principal autoridade de saúde hoje no país, o mundo se saiu mal como um todo, mas os EUA se saíram muito pior.

O problema, segundo ele, foi a falta de uma ação coordenada, dada a própria característica federativa do país. "O inimigo em comum era o vírus, mas estávamos lutando entre nós mesmos, porque tinha um governador que dizia 'acredito em tudo o que vocês disserem, vamos seguir as orientações [do CDC]' e outro que passava uma mensagem à população de que não podiam ceder à imposição de medidas sanitárias", disse Fauci.

As mensagens confusas e os erros iniciais, principalmente de não centralização da testagem em massa no país, dificultaram ainda mais a condução adequada da pandemia. "Lutamos contra uma pandemia no momento mais dividido da história dos Estados Unidos. Eu nunca vivenciei isso nos meus 37 anos à frente da saúde pública."

O principal conselheiro em saúde da Casa Branca falou no evento virtual Cúpula do Prêmio Nobel, que ocorreu de segunda (26) a quarta (28), organizado pela Fundação do Prêmio Nobel.

CONVENCIMENTO

A aceleração da vacinação contra a Covid nos EUA foi um grande trunfo de Joe Biden no início de sua Presidência, mas agora o desafio será convencer mais pessoas a se vacinarem, avalia Jonathan Hanson, da Universidade de Michigan.

"Estamos chegando ao ponto no qual a questão não será a falta de vacinas, mas a de convencer as pessoas a se vacinarem. Um grande segmento da população ainda está cético sobre isso", diz ele.

Todos com mais de 16 anos podem se vacinar.