08 de julho de 2026
Nacional

Feriado tem atos pró e contra governo

Estadão Conteúdo
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Brasília - O presidente Jair Bolsonaro sobrevoou de helicóptero a manifestação em seu apoio na Esplanada dos Ministérios. Embora houvesse expectativa dos manifestantes sobre a presença do presidente, Bolsonaro não pousou na área central da capital. Uma carreata em apoio ao presidente da República também ocupou as seis faixas do Eixo Monumental. 

No solo, de cima de um trio elétrico, diversos parlamentares bolsonaristas sem máscaras discursaram para os manifestantes aglomerados em frente ao Congresso Nacional. O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) chegou a tirar fotos com os manifestantes sem usar a proteção facial contra a transmissão do novo coronavírus. O uso de máscaras é obrigatório no Distrito Federal.

Mais cedo, um grupo menor, de dezenas de manifestantes, levantou faixas antidemocráticas pedindo intervenção militar, com as frases: "Intervenção militar com Bolsonaro no poder" e "Presidente Bolsonaro acione as Forças Armadas". 

EM SÃO PAULO

Bolsonaristas vestindo verde e amarelo, se reúnem na avenida Paulista, em São Paulo, neste sábado (1º) em uma manifestação de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), pela defesa da abertura do comércio sem restrição durante a pandemia e contra o STF (Supremo Tribunal Federal), governadores e prefeitos que fazem oposição ao governo federal.

A mobilização paulista faz parte de um evento nacional. Capitais como Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e Fortaleza, além de cidades de interior, também foram palco das manifestações. 

Além do Distrito Federal e São Paulo, houve manifestação nas principais cidades de mais dez Estados.

Na Paulista, os presentes entoam várias palavras de ordem. "Nós te autorizamos, presidente", é uma das delas.

CONTRÁRIOS

Tradicionalmente, quem ia às ruas no 1º de maio, Dia do Trabalhador, eram as centrais sindicais que, por segurança, organizaram encontros virtuais pelo segundo ano consecutivo por causa da pandemia.  Cerca de 30 enfermeiros fizeram um ato em frente ao Palácio do Planalto na manhã deste sábado (1º.mai.2021) para protestar contra o presidente Jair Bolsonaro, citando a marca de 400 mil mortos por covid-19 no Brasil. A data marca o feriado do Dia do Trabalho. 

Na praça da Cemig, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, houve protesto contra Bolsonaro. Com carro de som e faixas, manifestantes culparam o presidente pelas 400 mil mortes por Covid no Brasil e pediram o impeachment de Bolsonaro.

Em Curitiba, as centrais sindicais realizaram uma carreata solidária neste 1º de maio. Com o mote da vacinação para todos, auxílio emergencial de R$ 600 e por mais empregos, percorreram ruas da capital paranaense neste sábado, distribuindo cestas básicas.