08 de julho de 2026
Nacional

Babá de Henry Borel ainda pode ser indiciada

Estadão Conteúdo
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Rio - A babá de Henry Borel, menino de 4 anos morto vítima de agressões praticadas, segundo a polícia, pelo padrasto, o médico e vereador do Rio de Janeiro Jairo Souza Santos Junior, o Doutor Jairinho, está sendo investigada pela polícia por falso testemunho.

Thayná de Oliveira Ferreira, que tem 25 anos e trabalhou como babá de Henry de 18 de janeiro até a morte do menino, em 8 de março, prestou dois depoimentos ao delegado Henrique Damasceno, da 16ª DP (Barra da Tijuca), responsável pela investigação sobre o homicídio. No primeiro, em 24 de março, afirmou que nunca tinha presenciado agressões a Henry nem brigas entre Jairinho e sua namorada Monique Medeiros, mãe do menino.

A polícia descobriu conversas pelo Whatsapp em que Thayná e Monique discorriam sobre agressões praticadas por Jairinho contra Henry, o que comprovou que a babá mentira. Cinco dias antes da morte do menino Henry Borel, 4, sua mãe e seu padrasto tiveram uma grande briga, na qual Monique Medeiros chegou a dizer que o vereador Dr. Jairinho deveria sair de casa, mas continuar pagando as contas, segundo a polícia.

A informação consta em mensagens extraídas do celular da babá que cuidava do menino, Thayná Ferreira, 25, enviadas para seu noivo no dia 3 de março. A criança foi levada ao hospital na madrugada do dia 8, já em óbito e com diversas lesões pelo corpo.

Os investigadores afirmam que a funcionária suavizou a rotina de violência no apartamento mesmo em seu segundo depoimento, em abril. Por isso, ela agora está sendo investigada em um outro inquérito pelo crime de falso testemunho.

"Mas ela demonstrou claramente que estava com um sério receio por sua integridade física, e tem inúmeros familiares ligados ao investigado e sua família", disse o delegado Henrique Damasceno em entrevista coletiva nesta terça -feira(4).