09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

À minha mãezinha, cuja saudade só aumenta...

Por Reinaldo Antônio Aleixo - Procurador Jurídico e professor na ITE | Bauru
| Tempo de leitura: 2 min

O jornalista e poeta brasileiro Giuseppe Ghiaroni, em trecho de seu poema "Dia das Mães", ao homenageá-las, escreveu lapidarmente:

Dia das Mães! É o dia da bondade

maior que todo o mal da

humanidade

purificada num amor fecundo.

Por mais que o homem seja um

ser mesquinho,

enquanto a Mãe cantar junto a

um bercinho

cantará a esperança para

o mundo!

Mãe, palavra sagrada, cujos contornos dessas três letrinhas são incapazes de moldurar a grandeza de seu significado! Felizes os que ainda a têm por perto.

Por ironia do destino, neste momento, os abraços apertados e os beijos carinhosos que deveríamos entregar às mães, e delas receber a divina bênção, nos foram furtados por essa pandemia que, ao menos temporariamente, nos afastam delas.

Mas, de qualquer forma, queridos leitores, manifestem a elas, com seu sorriso mais doce, com seu amor mais profundo, o seu mais sincero agradecimento... não se esquecendo, é claro, de lhe pedir perdão certamente pelas aflições que tantas vezes a fez passar.

Pois é, a vida passa e estala num segundo... não perca, pois, a chance que se revela em um segundo!

Minha querida mãe, que os dias transformam distante, deixou-me a doce lembrança do seu amor, da sua dedicação e do seu carinho, bem assim as lições de vida que busco a seguir...

Somente depois da despedida deste mundo, é que sentimos o frio da noite, a neblina sombria, o medo, a solidão da madrugada, pela falta do abraço acolhedor, do aconchego de mãe e do carinho sempre pronto a nos afagar...

"Foi ontem que à Ave-Maria

O sino da freguesia

Me fez tanto soluçar.

Foi ontem que te calaste...

Dormiste... os olhos fechaste...

Nem me fizeste rezar..."

Sim, minha mãe, ao partir sem me avisar, deixou a fístula invisível, um espaço vazio jamais preenchido...

Mãe, neste dia consagrado a todas as mães, "o dia da bondade maior que todo o mal da humanidade", relembro das poesias que me declamava com tanto fervor, ainda na minha infância querida. E foi por isso que lhe trago nesta homenagem o príncipe dos poetas, Castro Alves, ao eternizar, no poema "A órfã na sepultura":

"E agora, ó Deus!... se te chamo

Não me respondes! ... se clamo,

Respondem-me os ventos suis...

No leito onde a rosa medra

Tu tens por lençol a pedra

Por travesseiro uma cruz."

Sua bênção, minha Querida Mãezinha, e que o nosso Deus misericordioso, onipotente e glorioso, que a concebeu como minha santa Mãe, tende piedade de nós e nos livre de todo o mal. Amém!