09 de julho de 2026
Política

Arquivadas denúncias contra Markinho e Pastor Edson

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

A Comissão de Ética do Legislativo de Bauru arquivou, nesta segunda-feira (10), as duas ações que tramitavam para apuração de denúncias contra os vereadores Pastor Edson Miguel (Republicanos) e Markinho Souza (PSDB), presidente da Casa.

A ação contra Pastor Edson teve a relatoria do Pastor Bira (Podemos). A denúncia era sobre suposta apresentação de diploma irregular pelo vereador. No caso de Markinho, a relatoria de Júnior Rodrigues (PSD) tratou da suposta quebra de decoro parlamentar pelo presidente. Nos dois casos, o parecer dos relatores foi pelo arquivamento das denúncias. Porém, Pastor Bira solicitou que o processo seja encaminhado para a Polícia Civil, que já instaurou inquérito.

A Comissão de Ética é formada por 12 parlamentares. Colocados em votação pela presidente Estela Almagro (PT), os relatórios tiveram oito votos favoráveis ao arquivamento. Os vereadores Eduardo Borgo (PSL) e Serginho Brum (PDT) não participaram do encontro e Mané Losila (MDB) e José Roberto Segalla (DEM) pediram para apresentar o voto na próxima quinta-feira (13), quando encerra o prazo da comissão.

Porém, com os votos favoráveis de ontem, independentemente da manifestação dos parlamentares restantes, o arquivamento já está definido e será oficializado na próxima sexta-feira (14).

Para o presidente da Câmara, a decisão fez justiça ao ocorrido. "É um peso que sai das costas. Eu fui vítima de uma tentativa de extorsão. Me senti aliviado e, ao mesmo tempo, feliz por a Câmara fazer Justiça. O cidadão que fez a denúncia queria um cargo, mas não queria ir trabalhar. Fui punido por defender o erário público, mas não me arrependo. Faria tudo igual novamente", afirma Markinho Souza.

Pastor Edson também se disse aliviado. "Eu apresentei provas testemunhais e documentais para os pares e eles viram a veracidade dos fatos, que eu fiz o curso, e, graças a Deus, deu um resultado positivo. Era uma preocupação, pois este é meu primeiro mandato e, logo de começo, isso acontece. A gente fica assustado", comenta.