São Paulo - A mãe do menino Gael, de 3 anos morto após ser encontrada inconsciente, foi indiciada em flagrante por homicídio qualificado, por meio cruel, na madrugada desta terça-feira (11), pela Polícia Civil. O crime ocorreu na manhã do dia anterior, no apartamento em que a família morava, na Bela Vista, região central de São Paulo.
A mulher, de prenome Andreia, foi encontrada no chuveiro do banheiro de casa.
O defensor Fabio Costa assumiu o caso pela manhã e afirmou à reportagem, no início da tarde, que sua cliente teve um surto psicótico e que não se lembra de detalhes do que aconteceu no apartamento (leia ao lado).
Segundo registrado pela Delegacia de Defesa da Mulher, o garoto foi levado já sem vida ao pronto-socorro da Santa Casa. Socorristas tentaram reanimar o menino, desde o apartamento até a unidade de saúde, por mais de meia hora. O corpo da criança apresentava marcas de agressões, segundo a polícia. Um anel da mãe foi apreendido.
Fotos e vídeos feitos pelo IML (Instituto Médico Legal), encaminhados à polícia, indicam marcas de agressão na região da testa do menino, compatíveis com o formato do anel apreendido. Após a criança ser levada ao hospital, a mãe do menino se trancou no banheiro, onde teria ingerido produtos de limpeza.
Além disso, a mulher estava com marcas em ambos os braços, que sugerem que seu filho, ao ser por ela agredido, tentou defender-se, diz documento da polícia, acrescentando que as duas mãos da suspeita estavam vermelhas e inchadas, patenteando que as agressões partiram dela, sendo desferidas em direção principalmente à região da cabeça do seu filho, inclusive marcando-o com o anel por ela utilizado.
FIM DE SEMANA COM O PAI
O menino morto nesta segunda-feira passou seu último fim de semana na companhia do pai, um motorista de 35 anos, separado da mãe desde que a criança tinha seis meses.
À polícia o homem afirmou ter visto o filho pessoalmente somente três vezes, por causa da pandemia da Covid-19, entre dezembro do ano passado e este último fim de semana, quando ficou com Gael de sexta-feira (7) até por volta das 13h30 de domingo (9), um dia antes do crime, quando entregou o menino à mãe.
Em seu depoimento, o motorista afirmou que suspeita "sempre pareceu ser uma mãe preocupada".