A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que analisa a execução do Plano Diretor de Água de Bauru definiu a data para participação dos ex-prefeitos Rodrigo Agostinho (PSB) e Clodoaldo Gazzetta, em cujos mandatos o PDA foi contratado e começou a ser implantado. Agostinho confirmou sua participação presencial no próximo dia 17 e Gazzetta será convidado a participar no dia 26, conforme foi definido na reunião desta quarta-feira (12) da CEI. Os dois depoimentos devem ser fundamentais para definir o andamento da CEI.
Quanto às dúvidas e críticas feitas à execução do Plano Diretor de Água, Gazzetta afirma que a avaliação pode ser questionada, considerando fatores como o orçamento disponível a cada gestão, a necessidade de atualização do Plano e o clima, entre outros.
"Antes de dizermos que pouco foi feito, é preciso saber que pouco é esse. Foi no meu mandato que, pela primeira vez, foi feita a setorização do abastecimento, o que gera economia de água, evita desperdício e vazamentos", mencionou.
Na sua opinião, o clima e a estiagem histórica dos últimos anos na região precisam ser considerados, pois impactam diretamente na resolutividade de obras que, inicialmente, poderiam ser vistas como a solução para o problema do abastecimento na cidade.
"Nós passamos 2020 e começamos 2021 com as maiores secas da história. Então, as obras realizadas até agora podem, em algum momento, não ter efeito prático. Considerando a crise hídrica que estamos passando, por mais obras que pudessem ser feitas, poderíamos ainda ter dificuldade com o abastecimento. São coisas difíceis de avaliar e é preciso ver todas as variáveis para saber se aquilo que foi feito é importante ou não", afirmou.
O prazo de cerca de 30 anos para a execução do PDA, na opinião de Gazzetta, também torna questionável a avaliação de sua execução, considerando a necessidade de revisão do plano.
Contratado por Rodrigo Agostinho e apresentado em 2014, foi na gestão de Clodoaldo Gazzetta, em 2019, que o PDA virou lei. Para Gazzetta, foi apenas a partir de então que sua execução passou a ser obrigatória. "Até então, havia um documento importante de planejamento para o Departamento de Água e Esgoto, mas que não tinha obrigatoriedade de execução", considerou. Mas o ex-prefeito afirma que em seu mandato cumpriu o que estava previsto no PDA.
A CEI também marcou para o dia 21 o depoimento de todos os ex-presidentes do DAE. A audiência deverá será realizada durante todo o dia. A reportagem tentou contato com Rodrigo Agostinho, mas sua assessoria informou que o deputado participava de uma sessão de votação na Câmara Federal, por isso não poderia atender ontem.