A classe artística desta cidade recebeu com tristeza a decisão da prefeita Suéllen sobre a transferência de verbas da cultura para auxiliar no combate à pandemia no município. É óbvio que a prioridade neste momento é a preservação das vidas. Entretanto, o setor cultural também é composto por seres humanos que estão impedidos de realizar suas atividades profissionais a mais de um ano. Muitos de nós somos o suporte da família e todos estamos órfãos da ação do atual governo municipal.
Por sermos bauruenses, que cumprimos com nossos deveres e pagamos impostos, também merecemos a criação de políticas públicas específicas para a manutenção e o fomento da área cultural na cidade.
Infelizmente, após cinco meses desta nova gestão, nada foi proposto para ajudar o desenvolvimento do nosso setor, que também movimenta a economia e gera empregos.
O que vimos até agora foi apenas o desmonte do que estava em vigência, como é o caso do edital 2019 do Programa de Estímulo à Cultura (PEC), que retirou de circulação de Bauru cerca de R$ 200 mil. Agora, o corte afeta outros R$ 1,4 milhão que estavam na Secretaria de Cultura. Uma realidade triste e bizarra que impede que mais de 500 artistas, técnicos e produtores locais possam trabalhar em prol do bem da sociedade bauruense.