A Prefeitura de Bauru, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente (Semma), e a Associação dos Transportadores de Entulho e Agregados de Bauru (Asten) pretendem processar o resíduo da construção civil através de usinas de processamento como alternativa para o aterramento do material.
A alternativa vem sendo buscada devido ao encerramento da capacidade da cava (aterro), que vinha recebendo o resíduo, localizada na avenida Rosa Malandrino Mondelli, no Jardim Chapadão, e o vencimento no dia 30 de abril do prazo estabelecido para seu uso.
Diariamente, são aterrados cerca de 550 toneladas de resíduo. Como a prefeitura não conseguiu encontrar outra área para aterro, a proposta é que um triturador móvel seja usado de forma provisória, pela própria Asten, até o final do ano.
Neste período, a prefeitura deve realizar chamamento público para a contratação de uma empresa para instalação de duas usinas fixas de compostagem, na própria área da cava. Segundo o secretário de Meio Ambiente, Dorival José Coral, a prefeitura irá receber o material resultante do processamento para ser utilizado em obras como pavimento de estradas rurais e recuperação de erosões. "Isso fará com que o resíduo seja usado de forma mais nobre, neste caminho que estamos trilhando", defendeu o secretário. Dorival afirmou que todas as tratativas estão sendo acompanhadas pelo Ministério Público.
A prefeitura possui uma usina de processamento de resíduos instalada na usina de asfalto, de acordo com Dorival, mas com capacidade bem inferior ao necessário.
Para o serviço temporário, a Asten terá que alugar o triturador móvel e o valor do aluguel do equipamento, segundo o diretor da associação, Eusébio Giraldes de Carvalho Júnior, é justamente o entrave. "Estamos buscando uma forma de viabilizar essa situação, porque o equipamento é caro e não tem na região", explicou.
O diretor da Asten adiantou que outra possibilidade será a associação utilizar um equipamento fixo, instalado diretamente na área e utilizado pela associação. "Estamos buscando maneiras para que o município não sofra consequências e nos ajude a ajudá-lo", concluiu. Eusébio afirmou que pretende resolver o impasse até o final do mês.
VEREADOR ACOMPANHA
O vereador Coronel Meira (PSL), que acompanha o problema do aterro, disse que o ideal é que a prefeitura utilize o equipamento que já possui, e que, segundo ele, teria capacidade para processar cerca de 40 toneladas por hora, praticamente, o que é coletado diariamente. O uso de outro equipamento, em sua opinião, pode encarecer o transporte do resíduo para a população.