08 de julho de 2026
Geral

Vegetação é o que mantém Bauru fora do alerta máximo de queimadas

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar da possibilidade de a mínima da umidade relativa do ar, em Bauru, variar entre 20% e 30% ao longo desta semana, a vegetação agrícola da cidade, que abriga diversas pastagens, é o que ainda mantém o município em alerta intermediário - e não máximo - para as queimadas. Se não houver chuva, contudo, a Defesa Civil de Bauru acredita que a situação ficará ainda mais severa dentro dos próximos dias.

A baixa umidade, o calor, o mato seco e o vento funcionam como uma espécie de "combustível" para os incêndios, provocados, na maioria das vezes, pela ação humana. Assim, em tempos de estiagem, como estamos vivendo agora, a preocupação é grande.

De acordo com o coordenador do órgão, Marcelo Ryal, o município somente está em situação intermediária por conta da sua vegetação, que oferece menos risco do que a de outras cidades da região. "Jaú e Pederneiras, por exemplo, se encontram em alerta máximo, afinal, ambos os municípios abrigam muita cana-de-açúcar, que pega fogo mais fácil do que as áreas de pasto de Bauru", justifica.

Mesmo assim, Ryal demonstra estar preocupado com a situação da cidade. "Se não houver chuva e a umidade baixar ainda mais, nós poderemos chegar ao alerta de risco alto para as queimadas", adianta.

Diante disso, a Defesa Civil já começou uma campanha de conscientização junto à população das áreas urbana e rural. "Para o pessoal da cidade, nós pedimos para evitar atear fogo em pequenas porções de folhas secas, porque existe a possibilidade de perder o controle. Além disso, o fenômeno, quando frequente, causa uma bolha de calor que impede a chegada da chuva, piorando ainda mais a situação", argumenta.

Em relação à área rural, o órgão trabalha no sentido de conscientizar os produtores sobre a importância de fazer aceiros - espaços de terra batida - entre as plantações, evitando que o fogo se espalhe.

PREVISÃO DO TEMPO

O Centro de Meteorologia de Bauru (IPMet) da Unesp não espera chuva até o final desta semana. Segundo o meteorologista José Carlos Figueiredo, a mínima da umidade relativa do ar ficará entre 20% e 30% neste período, colocando a cidade no nível de atenção.

Porém, a umidade do ar deverá subir um pouco neste sábado (22), para quando há previsão de chuvas isoladas. "Uma frente fria passará pelo Oceano Atlântico e provocará instabilidade no Interior", acrescenta.

A partir de segunda-feira (24), de acordo com Figueiredo, a mínima da umidade relativa do ar voltará a cair.

Já as temperaturas deverão ficar entre 16 e 27 graus até esta sexta (21).