08 de julho de 2026
Articulistas

Mudas doadas e a gratidão da natureza

Patrícia Schubert
| Tempo de leitura: 1 min

Observando o jardim do prédio onde morava, com coqueiros de troncos desnudos, pus-me a pensar.

Recordei-me que minha mãe tinha alguns vasos de orquídeas, momentaneamente sem flores.

Propus a ela a doação dos mesmos.

Falei com o anjo que cuidava das flores e plantas de do jardim do prédio, e pedi que ele as colocasse nos troncos dos coqueiros.

Ele, sempre zeloso, cuidadosamente separou as mudas, fixando-as nas árvores.

Regava-as constantemente...

O tempo estava seco, demorou a chover.

Dias se passaram.

Embora diariamente contemplava o jardim carinhosamente mantido pelo senhor que adorava o que fazia e sempre foi um exemplo de vida para mim, por algumas oportunidades até me esqueci daquelas mudas.

Eis que, de repente, a natureza, abraçada ao labor do diligente jardineiro, nos ofereceu várias flores.

Amarelas, roxas, brancas e rosas...

Muitas ainda escondidas, mas quase aptas ao nosso desfrute visual.

Cheguei a suspirar.

Não me cansava de olhar.

Ah! O prazer das pequenas coisas me encanta! Passei a procurar mudas para aumentar o espetáculo...

A autora é colaboradora de Opinião.