Observando o jardim do prédio onde morava, com coqueiros de troncos desnudos, pus-me a pensar.
Recordei-me que minha mãe tinha alguns vasos de orquídeas, momentaneamente sem flores.
Propus a ela a doação dos mesmos.
Falei com o anjo que cuidava das flores e plantas de do jardim do prédio, e pedi que ele as colocasse nos troncos dos coqueiros.
Ele, sempre zeloso, cuidadosamente separou as mudas, fixando-as nas árvores.
Regava-as constantemente...
O tempo estava seco, demorou a chover.
Dias se passaram.
Embora diariamente contemplava o jardim carinhosamente mantido pelo senhor que adorava o que fazia e sempre foi um exemplo de vida para mim, por algumas oportunidades até me esqueci daquelas mudas.
Eis que, de repente, a natureza, abraçada ao labor do diligente jardineiro, nos ofereceu várias flores.
Amarelas, roxas, brancas e rosas...
Muitas ainda escondidas, mas quase aptas ao nosso desfrute visual.
Cheguei a suspirar.
Não me cansava de olhar.
Ah! O prazer das pequenas coisas me encanta! Passei a procurar mudas para aumentar o espetáculo...
A autora é colaboradora de Opinião.