Quem estava na quadra 6 da rua Primeiro de Agosto, no Centro, em Bauru, por volta das 12h desta quarta-feira (19), foi surpreendido por uma intensa movimentação policial. Até o Helicóptero Águia sobrevoou o local. Mas, tudo não passou de um alarme falso. Após um funcionário acionar acidentalmente o botão de pânico das Casas Bahia, a empresa que faz o monitoramento de segurança da loja acreditou que havia um roubo em curso no local, quando viu um grupo de homens 'armados' no estoque e acionou a polícia. Mas, na verdade, as 'armas' eram as furadeiras da equipe de manutenção do próprio comércio.
De acordo com o comandante do 4.º BPM-I, tenente-coronel Fabiano Serpa, a primeira informação que chegou para a Polícia Militar (PM) é de que ocorria um possível roubo com reféns no estabelecimento. "Como é uma loja grande, geralmente esses crimes são cometidos por quadrilhas. Então, mobilizamos todo o efetivo que estava próximo da loja por conta da gravidade que teria a situação e os policiais seguiram todo o protocolo para este tipo de ocorrência. Na loja, pediram para todos deitarem no chão e verificaram o local até terem certeza de que se tratava de um alarme falso", explica.
DIVERSAS EQUIPES
Foram ao local diversas viaturas da PM, da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam), do 13.º Batalhão de Ações Especiais (Baep) e o Helicóptero Águia. Inclusive, alguns policiais que estavam em treinamento físico tiveram tempo apenas de colocar os coletes e foram ajudar.
Testemunhas contam que a PM interditou a rua e pediu para que as pessoas dispersassem ou entrassem nas lojas ao redor.
A grande mobilização da corporação chamou a atenção de toda a cidade e diversos vídeos e áudios sobre o caso logo circularam pelas redes sociais. 'Fake news' apontavam que havia reféns, troca de tiros e até mesmo pessoas feridas no local.
'CONFUSÃO'
O coordenador operacional interino do 4.º BPM-I, capitão Gustavo Cardoso Xavier, responsável pela ocorrência, acredita que a equipe da central de monitoramento da loja acabou se confundindo por conta da resolução das câmeras de segurança. "Depois que um funcionário apertou o botão de pânico sem querer, a central visualizou um grupo de quatro a seis pessoas no estoque, viram as furadeiras e se confundiram. Era uma equipe terceirizada de manutenção. Ainda bem que foi só um susto. Fizemos uma reunião com todos da loja para explicar o que tinha acontecido e até fomos aplaudidos por eles", relata.
Ainda de acordo com o capitão, pode ter colaborado para a confusão o fato de a equipe da central de monitoramento já estar em alerta para um possível roubo. "Eles falaram que houve recentemente um roubo em um loja rede, em outra cidade. Então, quando viram as imagens, logo nos acionaram", conclui.
A reportagem do JC foi até as Casas Bahia, porém, nenhum funcionário foi autorizado a falar em nome da loja.