09 de julho de 2026
Internacional

PF abre inquérito de deportação contra diplomatas de Maduro

FolhaPress
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Brasília - A Polícia Federal abriu nos últimos dias inquéritos de deportação contra diplomatas a serviço do ditador Nicolás Maduro no país, em mais um capítulo da série de tentativas de expulsar os chavistas do Brasil.

Em 13 de maio, a Superintendência da PF no Distrito Federal notificou cinco venezuelanos da instauração dos inquéritos e deu dez dias para que apresentem defesa técnica escrita. Estão na lista diplomatas que chefiaram a representação em Brasília e o general Manuel Antonio Barroso, adido militar.

Irene Rondón atualmente chefia a missão chavista e se encontrou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na passagem dele por Brasília, no início de maio. Os processos de deportação são resultado de meses de disputa entre o governo Jair Bolsonaro e os diplomatas de Maduro.

Os atritos começaram com a decisão do líder brasileiro, em janeiro de 2019, de não reconhecer o governo Maduro e passar a considerar o opositor Juan Guaidó como presidente encarregado do país vizinho.

Ainda em 2019, Guaidó enviou ao Brasil uma enxuta equipe chefiada pela advogada María Teresa Belandria, que entregou suas cartas credenciais como embaixadora venezuelana.