10 de julho de 2026
Política

Ministro anuncia em Bauru 3 equipamentos para uso ambiental


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O acordo de cooperação técnica e financeira assinado nesta quinta-feira (20) entre o Ministério do Meio Ambiente e a Prefeitura de Bauru, durante a visita do ministro Ricardo Salles prevê, inicialmente, a disponibilidade de três equipamentos: um destinado ao desassoreamento do rio Batalha; uma usina de reciclagem de resíduos sólidos e outro para o processamento de restos de podas. O ministro também reafirmou a garantia dos recursos federais para a conclusão da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa.

Após chegar a Bauru, um forte esquema de segurança policial garantiu a visita do ministro Salles e da prefeita Suéllen Rosim (Patriota), a dois pontos do município, críticos em problemas ambientais: a área da cava que recebe os resíduos de construção de civil e um ponto do Rio Bauru onde é despejado o esgoto urbano in natura. 

Em seguida, o ministro e a prefeita percorreram o canteiro de obras da Estação de Tratamento e depois receberam convidados, autoridades e a imprensa em uma cerimônia organizada na área estação, onde foi assinado o acordo de cooperação, que compõe a Agenda Nacional de Qualidade Ambiental Urbana do ministério.

A prefeita Suéllen disse em discurso que trabalha para colocar Bauru no centro das atenções, mas por boas notícias, inclusive a conclusão da ETE. “Esse é um passo importante, a parceria significativa junto ao Ministério do Meio Ambiente, que pode nos ajudar a vencer nossas vulnerabilidades, vencer apenas 5% de esgoto tratado, o despejo irregular de lixo e fortalecer nossa cidade”, disse.

Ricardo Salles parabenizou as ações da gestão Suéllen e creditou os problemas ambientais brasileiros a governos anteriores ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “Um país que ficou nas mãos de pessoas que não colocavam a causa pública em primeiro lugar, que tinham discursos demagógicos, ao invés de efetividade. Bauru não passou incólume a esse problema, quando vejo que uma cidade rica como essa, que teve várias oportunidades nos últimos 12 anos, está desde 2015 aguardando para terminar a ETE, que já consumiu milhões de reais, e ainda tem muito para consumir, é uma vergonha”, afirmou o ministro, em palanque.

Salles defendeu as ações do governo federal e voltou a atacar as gestões anteriores. “Este pacote de ajuda a Bauru é possível graças a um governo que combate à corrupção, que prestigia a eficiência, que não faz discurso vazio e nem demagogia, inclusive na pauta ambiental. A nossa postura é sempre de compromisso com a verdade, o que podemos fazer em respeito a todo cidadão brasileiro, que ficou tantos anos nas mãos daqueles que roubaram, que aparelharam e que fizeram tanta coisa errada e agora se arvoram no direito de apontar o dedo e esquecer tudo o que fizeram nos últimos anos. O presidente Bolsonaro nos deu carta branca para apoiar Bauru, apoiar sua administração e sua população”.

Para a imprensa, após a assinatura do termo, Ricardo Salles fez uma rápida abertura sobre os itens acordados e respondeu a uma pergunta sobre a operação da Polícia Federal, que realizou na terça-feira (19) busca e apreensão em sua residência e outros endereços, além de endereços do presidente do Ibama, Eduardo Bim, e de funcionários do órgão.

 

Alegando que ainda não havia tido acesso aos documentos da operação, Salles afirmou: “Eu entendo que é uma investigação que induziu o ministro Alexandre de Moraes (Tribunal Superior Eleitoral) a erro, foi instruía por um delegado da Polícia Federal de forma bastante parcial, todos os envolvidos sempre estivemos à disposição para esclarecer qualquer informação e qualquer dado que fosse necessário. A narrativa que foi levada ao ministro não é verdadeira”, afirmou o ministro, concluindo que as afirmações da PF não são verdadeiras, o que deve ser demonstrado nos autos.

Leia matéria completa na edição desta sexta-feira do JC impresso.